O XPLG11 detalhou sua expectativa de distribuição de rendimentos para o primeiro semestre de 2026, com base no relatório gerencial de dezembro de 2025. A projeção considera o fluxo de caixa estimado, as aquisições recentes e a dinâmica operacional do portfólio, preservando conformidade com a legislação vigente para fundos imobiliários. A gestão indicou que a estratégia busca previsibilidade e uniformização ao longo do semestre.
Após um ciclo relevante de aquisições de sete ativos logísticos, em operação que pode alcançar R$ 1,6 bilhão, a maior parte dos imóveis já foi incorporada ao portfólio. Resta apenas um ativo em fase final de diligência para conclusão. Essa expansão reforça a tese no segmento logístico e tende a impactar positivamente o fluxo de caixa projetado do fundo.
A metodologia da projeção se apoia no fluxo de caixa projetado do XPLG11 e do NE Logistic FII, além do resultado base caixa acumulado no veículo investido. A gestão mantém flexibilidade para definir o ritmo de pagamentos ao longo do semestre, favorecendo a estabilidade dos rendimentos. A uniformização tem o objetivo de mitigar oscilações decorrentes de eventos pontuais ou mudanças de calendário.
O resultado de dezembro foi influenciado por eventos não recorrentes, como o recebimento de prêmio de locação e ganho de capital com a venda de um ativo. Segundo a administração, tais fatores não devem ser considerados recorrentes para fins de estimativa de geração de caixa, servindo apenas como elementos extraordinários do encerramento do ano.
A expectativa de distribuição tem caráter indicativo e poderá ser revisada conforme a evolução do cenário operacional, financeiro e macroeconômico. A efetiva distribuição de rendimentos dependerá do desempenho do portfólio e do comportamento dos contratos, vacância, reajustes e despesas. A política segue a diretriz de repassar ao menos 95% do resultado semestral em regime de caixa.
Em linha com essa orientação, o fundo confirmou a distribuição de R$ 0,82 por cota, com data-base em 30 de dezembro de 2025 e pagamento em 15 de janeiro de 2026. O montante aprovado inclui os recibos da 8ª emissão e reflete receitas imobiliárias e efeitos específicos de fechamento de exercício, resultando em um dividend yield anualizado de 9,3% sobre o preço de R$ 105,82 em dezembro.