O XPML11 registrou lucro líquido de R$ 44,526 milhões em novembro de 2025, impulsionado por receita total de R$ 54,184 milhões e despesas operacionais de R$ 9,658 milhões. A gestão destacou a disciplina de custos e a resiliência do portfólio como fatores para o desempenho mensal. Com base nesses números, o fundo distribuiu R$ 53,875 milhões, equivalente a R$ 0,92 por cota no período de referência.
No fechamento do mês, o fundo manteve resultado acumulado não distribuído de aproximadamente R$ 0,39 por cota. Esse valor considera os saldos dos veículos Omni Malls FII e NeoMall FII, controlados integralmente pelo fundo imobiliário XPML11, reforçando a robustez da posição de caixa e a previsibilidade de resultados.
Entre os indicadores de operação, houve avanço consistente na comparação anual, refletindo o bom momento dos shoppings. As vendas por metro quadrado atingiram R$ 1.849/m², alta de 5,9%, enquanto o NOI caixa por metro quadrado chegou a R$ 134/m², crescimento de 7,2%. As métricas Same Store Sales e Same Store Rent subiram 4,5% e 2,2%, respectivamente, indicando melhora na qualidade de receitas.
Esses números mostram um ciclo de retomada apoiado no aumento de fluxo e ticket médio, além de renegociações contratuais mais favoráveis. A combinação de vendas e aluguéis em alta no mesmo conjunto de operações sustenta a tese de resiliência do segmento de shoppings.
Operacionalmente, o fundo seguiu ativo em reciclagem de portfólio. Em dezembro, foram executados pagamentos de parcelas de aquisições em ativos operados por SYN e Multiplan, conforme cronograma. Além disso, foi firmado memorando de entendimentos com o Iguatemi, ampliando a rede de parcerias estratégicas.
Em 5 de dezembro de 2025, o fundo imobiliário XPML11 e o NeoMall FII concluíram a venda de participações em nove empreendimentos para o FII Atria, veículo da Riza. O valor total da transação foi de R$ 1.651.579.978,79, com pagamento em três parcelas. Entre os ativos alienados estão Tietê Plaza (45%), Campinas Shopping (25%) e Shopping Downtown (100%).
A gestão classifica a operação como um marco na estratégia de reciclagem, com foco em otimizar o mix de ativos, reduzir concentração e elevar eficiência operacional, preservando distribuição e liquidez de caixa do XPML11.