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VIUR11 suspende proventos após venda de R$ 269,2 milhões

VIUR11 suspende proventos após venda de R$ 269,2 milhões
VIUR11 não deve pagar dividendos em 2026 e gestão explica motivos

O fundo imobiliário VIUR11 apurou lucro contábil de R$ 1,464 milhão em dezembro, equivalente a R$ 0,054 por cota, sustentado por receita imobiliária de R$ 1,795 milhão. Apesar disso, o resultado financeiro foi negativo em R$ 269 mil, refletindo custos com juros das obrigações ligadas a aquisições a prazo, parcialmente compensados pelo rendimento de caixa. A distribuição no mês foi de R$ 0,089 por cota, mesmo diante do cenário de maior conservadorismo.

O resultado financeiro negativo esteve associado, principalmente, ao serviço da dívida das aquisições, o que pressionou o desempenho do período. Ainda assim, a gestão preservou liquidez com aplicações financeiras relevantes, mitigando parte do efeito. Após as distribuições, o fundo imobiliário VIUR11 permaneceu com resultados retidos de R$ 4,060 milhões, equivalentes a R$ 0,151 por cota, reforçando uma almofada para transições estratégicas.

A gestão comunicou a suspensão das distribuições mensais até dezembro de 2026. A medida decorre dos impactos financeiros e contábeis da venda relevante de portfólio previamente informada ao mercado, que alterou de forma significativa a estrutura patrimonial do veículo e demanda reorganização de fluxos.

Sob a ótica operacional, a venda de seis imóveis, com 82.329 m² de ABL, foi concluída em dezembro por R$ 269,2 milhões, montante que corresponde a 98,3% do valor patrimonial dos ativos alienados. Esse volume representa 83,2% do valor patrimonial total da carteira imobiliária do fundo, evidenciando a materialidade da transação no reposicionamento do portfólio.

Foram utilizadas duas estruturas de pagamento. A maior parcela, de R$ 157,7 milhões, ocorreu via compensação de crédito com integralização de cotas do TRXF11, subscritas a R$ 100,33 na 12ª oferta pública. A parcela remanescente, de R$ 111,5 milhões, foi equacionada pela assunção, pelo comprador, das obrigações de pagamento dos imóveis Ânima Porto Alegre e Ânima Canoas.

Do ponto de vista econômico, a parcela recebida em cotas do TRXF11 praticamente espelha o valor de mercado total do VIUR11, estimado em R$ 158,2 milhões, implicando valorização de 43,8% frente ao valor de mercado ajustado de R$ 109,7 milhões. Ao final de dezembro, o patrimônio líquido somava R$ 217,8 milhões, com R$ 48,0 milhões em participações diretas e R$ 182,1 milhões em aplicações financeiras, sustentando a transição estratégica.

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