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HTMX11 eleva lucro em novembro e mantém dividendos de R$ 1,80

HTMX11 eleva lucro em novembro e mantém dividendos de R$ 1,80
HTMX11 anuncia lucro 16% maior e gestão explica o que impactou no resultado. Foto: Pixabay

O fundo imobiliário HTMX11 reportou resultado de R$ 5,041 milhões em novembro, alta de 16,18% ante outubro (R$ 4,339 milhões). No período, distribuiu R$ 1,80 por cota em dividendos aos cotistas, refletindo a melhora operacional do mês. As receitas totalizaram R$ 7,98 milhões e as despesas ficaram em R$ 864 mil, sustentando a expansão do lucro.

A gestão explicou que a performance mais fraca de outubro decorreu do menor dinamismo em São Paulo, com ausência de grandes shows e calendário reduzido de feiras e convenções. Essa combinação limitou a demanda adicional para a hotelaria e pressionou a precificação das diárias.

Em novembro, o ambiente foi mais favorável ao setor hoteleiro. Entre os fatores de impulso esteve a Fórmula 1 em São Paulo, que registrou público recorde superior a 300 mil pessoas ao longo de três dias. O evento elevou a ocupação e reforçou o poder de preço, tradicionalmente um dos picos de atividade para a rede hoteleira paulista.

Segundo a administração do HTMX11, dezembro começou com primeira quinzena consistente, sustentada por compromissos corporativos e eventos de encerramento de ciclo. Já a segunda metade do mês mostrou desaceleração sazonal, em linha com o recesso de fim de ano e menor ritmo de viagens de negócios.

Desinvestimento avança com venda de unidades
O fundo HTMX11 avançou no processo de desinvestimento em novembro, com a venda de 10 unidades hoteleiras e receita bruta de R$ 4.068.159,95. Após a taxa de performance, o lucro líquido foi de R$ 3.591.835,70, equivalente a R$ 1,2437 por cota distribuída.

Desde o início do ciclo, 593 unidades já foram vendidas, somando amortização de R$ 46,38 por cota. O fundo iniciou dezembro com 755 unidades distribuídas em 19 hotéis e concluiu integralmente a exposição ao Intercity Premium Nações Unidas.

As receitas de locação referentes à operação de outubro, reconhecidas em novembro, tiveram valor médio de R$ 4.828 por apartamento, queda de 26% na base anual frente aos R$ 6.508. A taxa de ocupação permaneceu estável em 71%, enquanto a diária média recuou 9%, de R$ 611 para R$ 556.

Como resultado, o RevPAR atingiu R$ 396, baixa de 9% ante os R$ 437 do mesmo período do ano anterior, refletindo pressão sobre a rentabilidade por apartamento disponível. Apesar disso, o HTMX11 manteve distribuição robusta e mostrou resiliência operacional.

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