O PORD11 reportou resultado de R$ 3,817 milhões em novembro de 2025, abaixo dos R$ 4,241 milhões de outubro, mas ainda sustentado pela carteira de ativos imobiliários, responsável por R$ 3,593 milhões. O resultado financeiro somou R$ 847,6 mil, contribuindo para a robustez do desempenho mensal. Com essa base, o fundo anunciou distribuição de R$ 3,802 milhões, equivalente a R$ 0,102 por cota, mantendo trajetória consistente de rendimentos.
No acumulado recente, o dividend yield anualizado alcançou 13,85%, com distribuição de R$ 1,118 por cota nos últimos 12 meses. O retorno real segue atrativo, em linha com IPCA + 8,25% ao ano, e, em base bruta de imposto, atinge IPCA + 10,58%. A duration estimada da carteira é de três anos, indicando equilíbrio entre retorno e risco de taxa.
O PORD11 conserva valores relevantes para distribuições futuras: há R$ 0,056 por cota de inflação acumulada ainda não repassada e um saldo adicional não distribuído de R$ 0,028 por cota. Esses montantes funcionam como colchão para suavizar eventuais oscilações no curto prazo, reforçando a previsibilidade dos pagamentos.
A gestão intensificou a alocação em CRIs corporativos, com destaque para o papel da Kallas, remunerado a CDI + 2,63%, que passou a representar 0,92% do patrimônio líquido, com perspectiva de novas aquisições. Houve também aumento na posição do CRI Hapvida, com vencimento em 2031 e remuneração de IPCA + 10,7%, elevando sua participação para 1,41% do portfólio.
O CRI Novo Mundo permanece em amortização, com redução de 2,3% da exposição em novembro e mais 1,55% em dezembro, conforme comunicados prévios. Movimentos desse tipo liberam capital gradualmente e permitem realocações táticas para otimização de retorno.
A carteira do PORD11 é diversificada por tipo de operação e segmento. CRIs corporativos de série única lideram com 34% do total, enquanto a posição em caixa representa 23% da alocação. Por setor, renda urbana concentra 25,4% da carteira; MCMV responde por 15,7%; e o residencial, por 12,9%. Esse arranjo indica busca por equilíbrio entre crédito corporativo, liquidez e exposição setorial.