FIIs

VGHF11 divulga dividendos para janeiro e segue com yield próximo de 1%

VGHF11 divulga dividendos para janeiro e segue com yield próximo de 1%
VGHF11 anuncia dividendos de 0,957% ao mês. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O fundo imobiliário VGHF11 anunciou a manutenção da distribuição de rendimentos para janeiro de 2025, referente aos resultados de dezembro. O valor por cota permanece igual ao dos dois meses anteriores, reforçando a estabilidade recente na política de distribuição do FII. Os pagamentos seguem isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, conforme a legislação vigente para fundos imobiliários listados.

Os dividendos do VGHF11 serão de R$ 0,07 por cota, com data-base em 30 de dezembro de 2025 (terça-feira). O pagamento ocorrerá em 8 de janeiro de 2025. Considerando a cotação de fechamento de dezembro, de R$ 7,31, o dividend yield mensal projetado é de 0,96%, indicador que ajuda a balizar a atratividade do rendimento no curto prazo.

Nos últimos 24 meses, o fundo imobiliário VGHF11 apresentou rendimento médio mensal de R$ 0,0895 por cota. O valor atual de R$ 0,07 fica levemente abaixo dessa média histórica, sugerindo um ajuste tático em linha com as condições de mercado e o desempenho recente dos ativos-alvo.

Distribuição e desempenho do VGHF11

A alocação do portfólio demonstra postura ativa de gestão. Ao final de novembro de 2025, cerca de 101,3% do patrimônio líquido estava direcionado a ativos-alvo, indicando uso de instrumentos de alavancagem operacional ou marcações de curtíssimo prazo. A carteira somava 138 posições distintas e aproximadamente R$ 1,428 bilhão investidos.

O FII VGHF11 mantinha R$ 56,2 milhões em operações compromissadas reversas lastreadas em CRIs, equivalentes a cerca de 4,0% do patrimônio líquido, com custo médio de CDI + 0,84% ao ano. Entre as classes, fundos imobiliários representam 49,6% do total, enquanto os Certificados de Recebíveis Imobiliários respondem por 34,3%, conferindo equilíbrio entre geração de renda e potencial de valorização.

As Sociedades de Propósito Específico somam 14,2% da carteira, com exposições menores em FIDCs (1,1%) e ações (0,8%). Essa estrutura diversificada sustenta a consistência de resultados, contribuindo para previsibilidade dos proventos.

Na carteira de CRIs do VGHF11, o segmento residencial concentra 43,3% da alocação. Operações built-to-suit representam 17,3%, seguidas por estruturas pulverizadas (15,4%), shopping centers (11,0%) e hoteleiro (7,5%). Logística e infraestrutura têm participações de 2,9% e 2,6%, respectivamente, favorecendo a dispersão de riscos por setor.

No bloco de fundos imobiliários com foco em ganho de valor, 33,0% dos ativos-alvo estão nessa estratégia, com destaque para escritórios (36,9%), desenvolvimento imobiliário (20,7%) e fundos de fundos (11,8%). Essa abordagem híbrida busca capturar ciclos distintos do mercado, enquanto sustenta a distribuição recorrente.

Em síntese, o VGHF11 preserva o patamar de proventos de R$ 0,07 por cota, com DY de 0,96% sobre a cotação de dezembro. A diversificação entre FIIs, CRIs e participações estruturadas reforça a resiliência do portfólio, ainda que o rendimento atual se situe ligeiramente abaixo da média de 24 meses.

Quer construir uma carteira de Fiis alinhada com os seus objetivos? Clique aqui e fale agora mesmo com um especialista.

Leia também