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RECT11 vende ativo em São Paulo e estrutura recebíveis indexados ao CDI

RECT11 vende ativo em São Paulo e estrutura recebíveis indexados ao CDI
Vista aérea da região dos Jardins, em São Paulo (Crédito: Wikimedia Commons)

O fundo imobiliário RECT11 anunciou em 26 de dezembro a venda de um imóvel comercial em São Paulo por R$ 31 milhões, formalizada por Fato Relevante. A transação envolve pagamento parcelado e correção atrelada ao CDI, o que estrutura um fluxo de caixa previsível ao longo dos próximos anos. O comprador é pessoa física e já ocupava o ativo como locatário, o que tende a reduzir riscos de execução do contrato.

O imóvel vendido é um prédio de três pavimentos com ático e subsolo para garagem, somando 1.962,60 m² de área licenciada, localizado na Avenida Europa, no Jardim América. Entre as condições pactuadas, destacam-se 180 prestações mensais, com correção pelo CDI e limites mensais entre 0,5% e 1,5%, garantindo proteção inflacionária e teto de custo para o devedor.

Principais condições: valor total de R$ 31 milhões; pagamento em 180 parcelas; correção pelo CDI com piso de 0,5% e teto de 1,5% ao mês; comprador é o atual inquilino. Esses termos indicam uma operação de desinvestimento planejada, preservando rentabilidade e previsibilidade. As primeiras sete parcelas serão de aproximadamente R$ 125,8 mil, iniciando em 10 de janeiro de 2026. Em agosto de 2026, haverá uma parcela intermediária de cerca de R$ 3,01 milhões, seguida por 172 parcelas de aproximadamente R$ 157,6 mil a partir de setembro de 2026.

Todas as parcelas serão atualizadas pela variação acumulada do CDI pro rata die, respeitando o piso e o teto mensais. Essa estrutura protege o fundo de oscilações de curto prazo nas taxas, mantendo um retorno mínimo, sem extrapolar o custo máximo para o comprador. A gestão comunicou que segue avaliando desinvestimentos adicionais, sinalizando disciplina de portfólio.

O custo de aquisição do ativo foi de cerca de R$ 27,96 milhões, enquanto o valor contábil, em dezembro de 2024, era de R$ 30,87 milhões. A diferença para o preço de venda configura ganho de capital para o fundo. A gestão não informou se esse resultado impactará a distribuição de proventos.

Com a conclusão da venda, a vacância do portfólio do RECT11 sobe para 8,25%. A gestora afirma manter esforços de locação das áreas vagas, buscando mitigar impactos de receita. A operação reforça a estratégia de reciclagem de ativos e a priorização de eficiência operacional.

Em síntese, a venda do RECT11 combina monetização de ativo, alongamento de recebíveis e indexação ao CDI, equilibrando resultado e previsibilidade de caixa.

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