O fundo imobiliário GGRC11 concluiu a venda de um galpão logístico desocupado em Campinas (SP) por R$ 77 milhões ao VVRI11, combinando pagamento em dinheiro e compensação por cotas. A estrutura contempla R$ 20 milhões em caixa e R$ 57 milhões em cotas do comprador, permitindo ao GGRC11 manter exposição indireta ao ativo mesmo após a alienação.
Localizado no Jardim Campineiro, próximo à Rodovia Dom Pedro I e à Unicamp, o imóvel ficou vago em meados de 2024 após a saída da Suzano. Com 28.657 m² de ABL em terreno de 64.990 m², o ativo foi negociado durante a 3ª emissão de cotas do VVRI11, o que facilitou a composição do pagamento e a continuidade da participação econômica via cotas.
A operação deve gerar lucro estimado de R$ 21,5 milhões ao GGRC11, equivalente a R$ 0,10 por cota, com projeção de TIR anual de aproximadamente 16,94%. Essa combinação de retorno e liquidez reforça a disciplina de alocação da gestora, privilegiando eficiência de capital e redução de riscos operacionais associados à vacância.
Estruturada em múltiplas etapas, a transação inclui R$ 2 milhões pagos como sinal, nove parcelas mensais de R$ 2 milhões, além de duas compensações em cotas do VVRI11 de R$ 28,5 milhões cada. A primeira compensação foi concluída antes de 2025 e a segunda vence em 30 de junho de 2026, suavizando o fluxo e favorecendo previsibilidade de caixa.
A Zagros Capital, gestora do fundo, destacou que a estratégia preserva o “potencial de valorização e geração de renda no longo prazo” do ativo, mesmo diante da baixa liquidez recente do VVRI11. A alienação transfere integralmente ao comprador os custos e riscos de retrofit, enquanto o GGRC11 mantém exposição via cotas e potencial recebimento de dividendos.
Entre os benefícios imediatos, o portfólio reduz despesas com manutenção, segurança e IPTU do imóvel vago, melhora o fluxo de caixa com parcelas mensais e adiciona a perspectiva de proventos do VVRI11. Após a venda, o GGRC11 segue com 35 imóveis e cerca de 710 mil m² de ABL, mantendo foco em eficiência operacional e retorno ajustado ao risco.
No curto prazo, a receita da venda entra no cálculo de dividendos, sem alterar o guidance atual de R$ 0,10 por cota. O valor anunciado na sexta-feira (2) refere-se aos resultados de dezembro, com pagamento previsto para 9 de janeiro de 2025.