O RBFF11 manteve a distribuição de R$ 0,51 por cota pelo 12º mês consecutivo, com pagamento em 15 de janeiro aos cotistas registrados até 30 de dezembro. A decisão reforça a estratégia de reposicionamento gradual da carteira, voltada ao aumento do resultado recorrente e à previsibilidade de caixa ao longo do tempo.
Considerando a cotação de fechamento de dezembro em R$ 53,10, o dividend yield mensal foi de 0,96%. Nos últimos 24 meses, a média de distribuição ficou em R$ 0,5095 por cota, sinalizando consistência na geração de renda. A gestão tem priorizado ativos com perfil de risco conservador e moderado, buscando manter distribuições lineares mesmo em cenários de maior volatilidade.
Entre as diretrizes, destacam-se a priorização de FIIs de CRI indexados ao IPCA e a concentração em fundos classificados como high grade ou middle grade. Essa orientação favorece a resiliência do portfólio, reduz a dispersão de resultados e amplia a previsibilidade de fluxos, fatores essenciais para sustentar o nível de proventos.
Mudanças táticas na alocação também foram implementadas para capturar oportunidades de assimetria de preço. A gestão tem monitorado FIIs negociando com desconto entre 5% e 10% frente ao valor patrimonial, o que pode oferecer retorno adicional por meio de eventual compressão de taxas e valorização de cota.
Em novembro, houve a venda de R$ 3,1 milhões em GARE11 e a alocação de R$ 3,3 milhões em RBRR11, um fundo de CRI de perfil high grade com carteira majoritariamente indexada ao IPCA. Ao preço de aquisição, a taxa média implícita foi de IPCA + 10,8% ao ano, nível considerado atrativo dentro da estratégia conservadora. O RBRR11 negociava com desconto de 8,2% sobre o valor patrimonial, o que pode representar upside em um cenário de fechamento da curva de juros reais.
A conversão das cotas de RBRF11 para RBRX11 ajustou a exposição do RBFF11 para 0,40% do patrimônio líquido no FII resultante. Paralelamente, a segunda perna da estratégia mantém posição em FIIs de tijolo com imóveis em regiões primárias e perfil conservador, tese que pode se beneficiar da queda das taxas de juros ao longo de 2026.
Investidores interessados no RBFF11 devem observar a manutenção do nível de proventos, o alinhamento a ativos de maior qualidade e o foco em previsibilidade. Essa combinação, somada a eventuais descontos sobre valor patrimonial, pode sustentar retornos ajustados ao risco em um horizonte de médio prazo.