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PSEC11: FII corta dividendos e foca em ganhos de capital e CRIs

PSEC11: FII corta dividendos e foca em ganhos de capital e CRIs
PSEC11: FII paga menor dividendo em 2 anos e gestão explica motivos da redução. Foto: Pixabay

O PSEC11 reportou resultado distribuível de R$ 12,228 milhões em novembro de 2025, alta de 6,2% frente aos R$ 11,512 milhões do mês anterior. O fundo, anteriormente negociado como RVBI11, somou receitas de R$ 24,692 milhões e despesas de R$ 1,028 milhão, preservando margem operacional robusta em um cenário de inflação arrefecida.

A distribuição de dividendos do PSEC11 foi de R$ 0,65 por cota, o menor nível em dois anos. A queda nos rendimentos do PSEC11 decorre do arrefecimento inflacionário recente, com IPCA negativo em agosto e leituras baixas em setembro e outubro. Como parcela relevante da carteira é indexada à inflação, a correção monetária impactou os proventos com defasagem de um a dois meses.

• IPCA negativo e inflação baixa pressionaram os CRIs indexados
• Carteira com exposição relevante à inflação
• Defasagem de repasse entre um e dois meses
• Efeito mais intenso no período atual

Composição e desempenho da carteira do FII PSEC11 mostram que 34,8% do portfólio está alocado em fundos de papel, distribuídos em 23 posições. Destas, 20 registraram rendimentos abaixo da média dos últimos 12 meses, refletindo a sensibilidade ao índice de preços.

A queda média dos rendimentos foi de 8,8%; ponderada pelos pesos, o recuo efetivo atingiu 15,6%. O movimento foi amplificado pela relevância de KNIP11, PCIP11, RBRR11, VGIP11 e KNHY11, com exposição majoritária ao IPCA+. Esses cinco fundos sofreram redução aproximada de 25% nos proventos, evidenciando a ligação direta com o comportamento inflacionário.

Estratégia futura e perspectivas: a gestão do fundo imobiliário PSEC11 seguirá duas frentes. A primeira mira monetização de ganhos de capital e redução gradual do número de ativos, buscando um portfólio entre 40 e 50 posições até o primeiro semestre de 2026, com foco em assimetria e eficiência.

A segunda frente prevê ampliar a exposição a instrumentos menos líquidos, como CRIs e participações em estruturas de equity sênior ou mezanino, originadas internamente. A tese é combinar ativos para valorização com fluxo, equilibrando risco e retorno no médio prazo.

No conjunto, o PSEC11 mantém disciplina na alocação, reforça a diversificação e busca oportunidades em ciclos de preços, enquanto ajusta a carteira à dinâmica da inflação e às condições do mercado de crédito.

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