O fundo imobiliário XPLG11 confirmou a distribuição de dividendos de R$ 0,82 por cota, mantendo o mesmo patamar observado nos últimos 12 meses. O anúncio marca a primeira remuneração após a conclusão da 8ª emissão de cotas, que viabilizou a aquisição de ativos dos FIIs RBRL11 e RDLI11, reforçando a escala e a diversificação do portfólio. A estratégia busca preservar a previsibilidade de renda aos cotistas, mesmo em um cenário de ajustes no mercado.
Os investidores com posição no fundo até 30 de dezembro de 2025 terão direito aos dividendos do XPLG11, com pagamento previsto para 15 de janeiro de 2026. Para pessoas físicas, a distribuição é isenta de imposto de renda, conforme a legislação vigente para FIIs que atendem aos requisitos de pulverização e governança. A manutenção do valor reforça a consistência do histórico recente de proventos.
Participantes da 8ª emissão também serão contemplados. Os detentores dos recibos XPLG13, oriundos do exercício de direitos de preferência, receberão R$ 2,03 por cota. Já os recibos escriturais da 1ª integralização farão jus a R$ 0,63 por recibo, enquanto os da 2ª integralização receberão R$ 0,33. Essa etapa equaliza o fluxo de rendimentos entre cotas integralizadas e recibos em trânsito.
A conversão dos recibos em cotas do XPLG11 está programada para a próxima segunda-feira (5). Considerando o preço de fechamento de dezembro, em R$ 105,88, o provento de R$ 0,82 implica dividend yield mensal aproximado de 0,77%. A métrica permanece alinhada à média dos últimos 24 meses, que gira em torno de R$ 0,80 por cota.
A carteira segue concentrada em ativos imobiliários, que representaram 96% do total em novembro, enquanto aplicações financeiras e cotas de outros FIIs ficaram com 2% cada. Em termos contratuais, a receita imobiliária mostrou equilíbrio entre contratos típicos (53%) e atípicos (47%), o que ajuda a diluir riscos de vacância e renegociação.
Na base de locatários, a Leroy lidera com 12% da receita, seguida por Renner e Mercado Livre, com 8% cada. A Mobly responde por 6%, ao passo que Magazine Luiza e B2W representam 4% cada. O grupo “outros” soma 57% da receita do fundo imobiliário XPLG11, evidenciando ampla diversificação setorial e de inquilinos.
Quanto à indexação dos contratos do XPLG11, 92% da receita está atrelada ao IPCA/IBGE, enquanto 8% utiliza o IGP-M. A predominância do IPCA indica foco em proteção contra inflação com menor volatilidade, favorecendo estabilidade dos fluxos ao longo do ciclo.