O índice brasileiro de fundos imobiliários, o IFIX, encerrou a sessão desta segunda-feira (26) em 3.763,90 pontos, queda de 5,68% na comparação com o fechamento anterior, de 3.990,57 pontos. O recuo ocorreu na primeira sessão após o segundo turno das eleições presidenciais, vencido por Luiz Inácio Lula da Silva.
Ao longo do dia, o índice oscilou de forma acentuada. Abriu em 3.990,32 pontos, que também foi a máxima do pregão, tocou a mínima de 3.659,58 pontos antes do meio-dia e, depois, reduziu parte das perdas. No fim da tarde, alternou entre 3.700 e 3.770 pontos, encerrando a 3.763,90 pontos.
- Variação do dia: -5,68% (-226,67 pontos)
- Abertura e máxima: 3.990,32 pontos
- Mínima: 3.659,58 pontos
- Amplitude intradiária: 330,74 pontos (diferença entre máxima e mínima)
- Primeira sessão após o segundo turno das eleições
O índice de fundos imobiliários acompanha uma carteira teórica de FIIs negociados na B3. O desempenho reflete as oscilações agregadas das cotas que compõem o indicador ao longo do pregão.
Desempenho do IFIX e maiores quedas no dia
Pela manhã, o índice registrou a queda mais intensa do pregão, ao tocar a mínima pouco antes do meio-dia. Em seguida, houve recuperação parcial, com variações laterais até o fechamento, quando o IFIX se estabilizou próximo de 3.760 pontos.
Entre as maiores baixas do dia, o TG Ativo Real (TGAR11) liderou as perdas, com recuo de 17,04%. As cotas fecharam a R$ 43,20, após queda nominal de R$ 8,85 frente ao ajuste anterior.
Na sequência, o VBI Prime Properties (PVBI11) caiu 16,24%, encerrando o pregão a R$ 64,74. A variação nominal foi de R$ 12,55 por cota, na comparação com o fechamento anterior.
O JS Real Estate Multigestão (JSRE11) também figurou entre os destaques negativos, com queda de 13,46%. As cotas fecharam o dia a R$ 62,11, redução de R$ 9,61 por cota.
O Valora Hedge Fund (VGHF11) recuou 12,71%, terminando o dia a R$ 5,08, após baixa nominal de R$ 0,74. O Rio Bravo Renda Corporativa (RCRB11) completou o grupo dos cinco maiores recuos, com desvalorização de 12,55% e fechamento a R$ 135,00.
Esses movimentos indicaram uma sessão de aversão a risco entre diferentes classes de FIIs, com destaque para segmentos imobiliários que apresentaram volatilidade acima da média do índice. Ao longo do dia, prevaleceram ordens de venda, com impacto direto nos preços das cotas mais líquidas e nos fundos com maior sensibilidade a condições de mercado.
Negócios do IFIX: volumes e variações
No recorte de liquidez, o Maxi Renda (MXRF11) liderou o giro do dia, com 8,52 milhões de cotas negociadas. O fundo registrou queda de 3,5% e fechou a R$ 9,12.
O Zagros Renda Imobiliária (GGRC11) movimentou 4,25 milhões de cotas, com recuo de 4,94% na sessão. Entre os fundos logísticos, o Guardian Logística (GARE11) somou 2,71 milhões de cotas negociadas, com baixa de 4,68% no fechamento.
O Suno Energias Limpas (SNEL11) registrou volume de 2,35 milhões de cotas e desvalorização de 1,63% no dia. Já o Kinea Securities (KNSC11) contabilizou 1,84 milhão de cotas negociadas, com queda de 2,18% no encerramento.
Os volumes concentrados nos fundos mais líquidos reforçaram o caráter direcional do pregão, em linha com a amplitude intradiária do índice. A abertura no nível da máxima e a mínima registrada antes do meio-dia sugerem pressão vendedora intensa nas primeiras horas, seguida por reacomodação de preços ao longo da tarde.
Para o investidor que acompanha o segmento, dados como abertura, máxima, mínima e amplitude diária permitem dimensionar a volatilidade intraday do IFIX. Já a observação das maiores quedas e do ranking de volume negocia as dinâmicas de oferta e demanda por cotas de fundos imobiliários em diferentes teses setoriais.