O CPTS11 (Capitânia Securities II Fundo de Investimento Imobiliário) anunciou a distribuição de R$ 0,09 por cota, referente ao resultado de agosto, com pagamento marcado para 22 de setembro.
Têm direito aos proventos os investidores posicionados ao fim do pregão de 15 de setembro, data-base definida para a distribuição. Segundo a administradora, os rendimentos são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, desde que observadas as condições legais aplicáveis aos fundos imobiliários.
Quer aprimorar seus conhecimentos sobre investimentos? Clique aqui e acesse 3 livros gratuitos liberados pela Suno.
O valor por cota mantém o patamar adotado na distribuição referente ao resultado de julho de 2026. Apesar da oscilação mensal dos resultados contábeis, a gestão preservou a estabilidade do provento.
- Pagamento: 22 de setembro.
- Data-base: 15 de setembro (último dia com direito ao provento).
- Valor do provento: R$ 0,09 por cota, mesmo nível de julho.
- Resultado de julho de 2026: R$ 30,435 milhões (R$ 0,084 por cota).
- Resultado do mês anterior: R$ 36,879 milhões (R$ 0,101 por cota).
- Receitas de julho: R$ 46,594 milhões; despesas: R$ 16,158 milhões.
- Principais receitas: rendimentos de FIIs (R$ 11,862 milhões) e de CRIs (R$ 8,412 milhões).
- Ganhos de capital com FIIs: R$ 26,203 milhões.
- Carteira: 19 CRIs (24,8%) e 78 FIIs (63,9%); 8,2% em operações de carrego.
- Exposição: 79,6% em FIIs de tijolo e 20,4% em fundos de papel.
- Crédito: 100% da carteira adimplente, sem operações estressadas.
Resultado e distribuição do CPTS11
No resultado mais recente, referente a julho de 2026, o fundo reportou R$ 30,435 milhões, o que equivale a R$ 0,084 por cota. O montante ficou abaixo dos R$ 36,879 milhões, ou R$ 0,101 por cota, registrados no mês anterior. Mesmo assim, a distribuição do período foi mantida em R$ 0,09 por cota.
De acordo com o relatório, os dividendos corresponderam a 115,9% do desempenho do CDI líquido de Imposto de Renda, considerando alíquota de 15% para a comparação. O CDI é a taxa de referência usada como parâmetro de retorno em renda fixa e para métricas de desempenho relativas.
A composição das receitas de julho totalizou R$ 46,594 milhões, com despesas de R$ 16,158 milhões. Entre as principais fontes, destacaram-se R$ 11,862 milhões de rendimentos de fundos imobiliários e R$ 8,412 milhões provenientes de certificados de recebíveis imobiliários. Os ganhos de capital com a negociação de cotas de FIIs atingiram R$ 26,203 milhões, contribuindo para o resultado, apesar do recuo mensal frente ao período anterior.
A manutenção do provento em R$ 0,09 por cota, mesmo com a queda do resultado do mês, refletiu o uso de recursos operacionais e ganhos de capital para sustentar a distribuição. Esse tipo de decisão busca preservar a previsibilidade do fluxo de rendimentos mensais aos cotistas, dentro das limitações e políticas do fundo.
Carteira do CPTS11 e alocação
O fundo investe majoritariamente em cotas de fundos imobiliários (FIIs) e em certificados de recebíveis imobiliários (CRIs). FIIs são veículos que reúnem recursos de investidores para aplicar em ativos imobiliários, físicos (tijolo) ou financeiros (papel). CRIs são títulos de renda fixa lastreados em recebíveis do setor imobiliário.
Em dados anteriores divulgados pela gestão, a carteira contava com 19 CRIs, que representavam 24,8% dos ativos, e 78 FIIs, equivalentes a 63,9%. Outros 8,2% estavam alocados em operações de carrego, nas quais o fundo mantinha posições em FIIs para outros veículos em troca de remuneração pactuada de CDI mais 1% ao ano.
No crédito, a carteira estava 100% adimplente, sem operações classificadas como estressadas. Entre os fundos imobiliários mantidos, 79,6% da exposição estava concentrada em FIIs de tijolo, com foco em ativos físicos como shoppings, galpões e escritórios, e 20,4% em fundos de papel, que investem em títulos de crédito imobiliário.
A combinação de rendimentos recorrentes (provenientes de FIIs e CRIs) e de ganhos de capital (negociação de cotas de fundos) compôs a principal base de receitas do fundo no período observado. Esse arranjo permite à gestão ajustar a distribuição conforme a performance dos ativos e as condições de mercado, sem alterar os dados, prazos e valores já comunicados aos cotistas.
O pagamento dos dividendos de agosto, fixado em R$ 0,09 por cota e com crédito em 22 de setembro, segue a rotatividade habitual do fundo, que utiliza como referência a data-base de 15 de setembro para definir os investidores habilitados a receber o provento do mês.