O fundo imobiliário PCIP11 confirmou a distribuição de R$ 0,80 por cota em setembro, referente ao resultado do mês, com data de corte em 9 de setembro de 2026 e pagamento previsto para 16 de setembro. Considerando a cotação de R$ 74,82 no fechamento de agosto, o valor corresponde a um dividend yield mensal de 1,07%. Os proventos são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas que atendam às condições previstas na legislação aplicável a FIIs. Investidores que adquirirem cotas a partir de 10 de setembro não participam desta distribuição.
- Provento de R$ 0,80 por cota, referente a setembro
- Dividend yield de 1,07% sobre a cota de R$ 74,82 (31/8)
- Data de corte em 9/9/2026; pagamento em 16/9/2026
- Ex-direitos a partir de 10/9/2026
- Isenção de IR para pessoas físicas, conforme a lei
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Dividendos do PCIP11: datas e rendimento de setembro
Os dividendos do PCIP11 em setembro foram definidos em R$ 0,80 por cota, de acordo com comunicado ao mercado. A referência de preço utilizada para o cálculo do dividend yield foi a cotação de R$ 74,82 no encerramento de agosto, o que resulta em aproximadamente 1,07% no mês.
Têm direito ao provento os cotistas posicionados ao final do pregão de 9 de setembro de 2026. O pagamento será efetuado em 16 de setembro. A partir de 10 de setembro, as cotas passam a ser negociadas “ex” proventos, sem direito a esta distribuição.
Segundo a administração, a renda distribuída permanece isenta de Imposto de Renda para pessoas físicas, desde que observados os requisitos previstos na regulamentação de fundos imobiliários, como a negociação em bolsa e o limite de concentração por cotista.
Dividendos do PCIP11: composição e alocação da carteira
Nas informações de julho de 2026, a carteira do fundo registrou 93,2% do patrimônio líquido alocado. Desse total, 85,9% estava aplicado em CRIs e operações estruturadas, enquanto 7,3% correspondia à exposição em cotas de outros fundos imobiliários.
O portfólio somava 83 CRIs e cinco operações estruturadas, com predominância de indexadores ao IPCA, que representavam 93% da carteira de crédito. O restante estava atrelado a CDI, IGP-M e taxas prefixadas. CRI é a sigla para Certificados de Recebíveis Imobiliários, títulos de crédito lastreados no setor imobiliário. Já o IPCA é o índice oficial de inflação; o CDI reflete a taxa média dos empréstimos interbancários; o IGP-M é um indicador de inflação amplo; e a taxa prefixada é um juro nominal fixo ao longo da vida do papel.
Entre as movimentações de julho, o fundo elevou em R$ 2,3 milhões a posição no CRI Visconde e integralizou R$ 32,8 milhões no CRI Galleria Sênior. Esta operação é lastreada em créditos imobiliários pulverizados, com garantias que incluem alienação fiduciária dos imóveis vinculados às CCI e apólices de seguro endossadas à securitizadora. No mesmo mês, houve a venda de R$ 130 mil em cotas do CYCR11.
A diversificação setorial permaneceu ampla, com 15 segmentos representados. As maiores exposições eram varejo (20%), créditos pulverizados (17%) e financiamento à construção (13%). Em termos geográficos, o estado de São Paulo concentrava 38% da carteira de CRIs.
Dividendos do PCIP11: consolidação e risco de crédito
A gestora reportou o avanço do processo de possível consolidação entre fundos de crédito imobiliário high grade PCIP11, VCJR11, RBRR11 e RPRI11. As etapas preliminares foram concluídas e a operação, se aprovada em assembleias de cada fundo, poderá resultar em maior diversificação de riscos, escala, liquidez e eficiência de custos. A potencial combinação ainda depende da deliberação dos cotistas.
No acompanhamento de risco de crédito, não houve inclusão de novas operações em watchlist em julho. O CRI Invert manteve-se sob monitoramento após a reestruturação, motivado pelas dificuldades da devedora em cumprir obrigações e pelo cenário de liquidez restrita. Os CRIs da Cortel também continuaram em processo de reestruturação, com as posições centralizadas no FII CTA, visando concentrar a gestão e o acompanhamento desses ativos.
A manutenção do nível de alocação, a predominância de indexação ao IPCA e a dispersão por segmentos e emissores seguem como eixos centrais da estratégia do fundo, enquanto o andamento da potencial consolidação e a evolução dos casos em reestruturação permanecem como pontos de atenção operacional e de governança para os próximos meses.