O fundo imobiliário PVBI11 (PVBI11) reportou resultado de R$ 11,862 milhões em julho de 2026, alta de 7,1% ante junho, sustentado por receitas totais de R$ 14,907 milhões (R$ 0,55 por cota) e despesas de R$ 3,044 milhões. O resultado distribuível foi de R$ 0,44 por cota, incluindo efeito extraordinário de R$ 0,03 por cota por multas rescisórias decorrentes de devoluções de área.
A distribuição anunciada foi de R$ 0,40 por cota, paga em 7 de agosto de 2026, mantendo o patamar dos últimos cinco meses. Com isso, a reserva acumulada aumentou para R$ 0,24 por cota. Para o segundo semestre, a gestão projeta R$ 0,37 por cota, refletindo a elevação de desocupações no portfólio.
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- Receitas: R$ 14,907 milhões; despesas: R$ 3,044 milhões; resultado: R$ 11,862 milhões
- Distribuição: R$ 0,40 por cota em 07/08/2026; reserva: R$ 0,24 por cota
- Projeção 2º semestre: R$ 0,37 por cota por maior desocupação
- Desempenho de julho: -4,2%; no ano: -11,7%; desde o início: 7,8% (1,3% a.a.)
- Yield anualizado: 6,9% sobre a cotação e 4,6% sobre a cota patrimonial
- Base de cotistas: 181,9 mil; sem alavancagem nem dívida financeira
- Vacância física: 17,8%; vacância financeira: 28,0%
- Três novas locações em julho e absorção líquida positiva de 3.235 m²
Rendimentos do PVBI11: desempenho, distribuição e projeções
Os rendimentos do PVBI11 ficaram em 6,9% ao ano sobre o preço de fechamento e 4,6% sobre a cota patrimonial, ambos anualizados. A média de distribuição dos últimos 12 meses foi de R$ 0,43 por cota. O fundo manteve a distribuição em R$ 0,40 por cota, apesar de o resultado distribuível ter sido favorecido por multas rescisórias de R$ 0,03 por cota, componente não recorrente.
No mês, o fundo variou -4,2%, acumulando -11,7% em 2026. Desde o início, a rentabilidade é de 7,8%, equivalente a 1,3% ao ano, frente a -0,3% do IFIX no mês e +1,2% do CDI bruto. A gestão projeta R$ 0,37 por cota para o segundo semestre, com impactos da vacância projetada e das carências comerciais concedidas a novos locatários.
O fundo encerrou julho sem alavancagem, sem obrigações por aquisição e sem endividamento financeiro. Em relação ao processo instaurado pela CVM, a gestora reafirmou a transparência na aquisição de cotas do FLFL, operação voltada à unificação do Edifício Faria Lima 4.440, que gerou economia transacional estimada em R$ 5,2 milhões.
Rendimentos do PVBI11 e dinâmica da carteira corporativa
O portfólio manteve 98% do patrimônio alocado em imóveis, considerando a participação de 49,5% no ativo FL 4440, via FII, e 1,0% em posições táticas em outros fundos. A carteira reúne sete edifícios corporativos na região metropolitana de São Paulo, somando 83.263 m² de ABL, 54 locatários e WALE de 5,0 anos (prazo médio ponderado dos contratos).
O preço médio a mercado ficou em R$ 21.927 por m² e o aluguel médio em R$ 228,1 por m². Quanto ao padrão construtivo, 81% dos ativos são AAA e 19% AA. Todos os contratos são típicos, com reajustes majoritariamente atrelados ao IPCA (84%), e o restante ao IGP-M (16%).
A composição de receita por segmento de inquilinos indicou saúde com 31%, instituições financeiras com 29%, gestoras de recursos com 13%, energia com 4%, indústria com 3% e outros com 19%. Entre os principais locatários, a Prevent Senior respondeu por 30%, seguida por Banco ABC (10%), Brasil Warrant (7%) e UBS (5%).
A vacância física foi de 17,8% e a vacância financeira de 28,0%, esta última ampliada por carências concedidas a novos ocupantes. No FL 4440, a saída parcial do UBS, de 3.032 m², foi compensada pela entrada da EQI, que ocupou 4.040 m².
Em julho, ocorreram três novas locações. O Banco BOCOM BBM contratou 1.801 m² no Vera Cruz, zerando a vacância das lajes do fundo nesse ativo. O escritório FCDG locou 1.475 m² no Cidade Jardim. A MGI Investimentos ocupou 337 m² no FL 4440. Em contrapartida, houve a rescisão da Mombak no VOC. A absorção líquida do mês foi positiva em 3.235 m².
A vacância física projetada é de 15,6% para julho e de 20,0% a partir de agosto de 2026, quando se efetiva a desocupação de 4.524 m² pelo Banco ABC. No mês, reajustes inflacionários aplicados a 378 m² de ABL adicionaram cerca de R$ 3,0 mil à receita recorrente do fundo.
A base de cotistas atingiu 181,9 mil investidores ao fim de julho. A estrutura patrimonial sem dívida e a gestão ativa dos contratos, com reajustes inflacionários e decisões de locação, são os principais vetores para o comportamento de receitas, vacância e consequentes distribuições ao longo do segundo semestre.