FIIs

RECR11 aumenta resultado e rende 146% do CDI no mês; veja os detalhes

RECR11 aumenta resultado e rende 146% do CDI no mês; veja os detalhes
Foto: Suno/Banco

O fundo imobiliário RECR11 (RECR11) reportou em seu novo relatório gerencial o lucro líquido de R$ 41,515 milhões pelo regime de competência em julho de 2026. Pelo regime de caixa, o resultado somou R$ 29,054 milhões, acima dos R$ 28,448 milhões de junho, sustentado por receitas de CRIs e FIIs e efeito positivo de marcação a mercado.

O FII divulgou a distribuição de R$ 1,0987 por cota referente a julho, totalizando aproximadamente R$ 29,051 milhões em rendimentos. O pagamento representa um aumento frente aos R$ 1,0759 por cota do mês anterior e corresponde a um dividend yield mensal de 1,373% (16,48% ao ano), equivalente a 146% do CDI líquido.

  • Lucro líquido (competência): R$ 41,515 milhões
  • Resultado de caixa: R$ 29,054 milhões (junho: R$ 28,448 milhões)
  • Receitas com CRIs e FIIs: R$ 33,068 milhões
  • Efeito de marcação a mercado: +R$ 12,668 milhões
  • Distribuição: R$ 1,0987/cota (R$ 29,051 milhões)
  • Yield: 1,373% no mês; 16,48% a.a.; 146% do CDI líquido
  • Últimos 12 meses: R$ 10,8883/cota em dividendos
  • Política: distribuição mínima de 95% do resultado de caixa (balanços semestrais)

Resultados de julho de 2026 do RECR11

Em julho, o RECR11 apresentou lucro de R$ 41,515 milhões no regime de competência, que reconhece receitas e despesas quando apuradas no período. No regime de caixa, que considera entradas e saídas efetivas, o resultado foi de R$ 29,054 milhões, alta ante R$ 28,448 milhões no mês anterior.

As receitas com operações em CRIs e FIIs totalizaram R$ 33,068 milhões. Além disso, a marcação a mercado — ajuste de valor dos ativos à sua cotação de mercado — adicionou R$ 12,668 milhões ao resultado do mês.

A distribuição informada foi de R$ 1,0987 por cota, acompanhada de um dividend yield mensal de 1,373%, ou 16,48% em base anualizada. O patamar equivale a 146% do CDI líquido do imposto. Nos 12 meses encerrados em julho de 2026, o fundo pagou R$ 10,8883 por cota.

https://files.sunoresearch.com.br/gaia/uploads/2026/01/Banner-Materias-01-Dkp_-1420x240-1.png

De acordo com a política do fundo, a distribuição a cotistas deve ser de, no mínimo, 95% do resultado apurado pelo regime de caixa, com base em balanços semestrais. Essa diretriz baliza a previsibilidade dos pagamentos, sem configurar garantia de rendimentos futuros.

Carteira, alocações e desinvestimentos do RECR11

No fechamento de julho de 2026, o RECR11 tinha 94% dos recursos alocados. A carteira estava distribuída em 93 operações de CRIs e cinco posições em cotas de FIIs, com predominância de ativos de renda fixa imobiliária e foco em gestão ativa.

Os CRIs representavam cerca de 91% do portfólio. Por indexadores, 54% da carteira de CRIs estava atrelada ao IPCA; 28% ao IPCA com trava para variações negativas; e 16% ao CDI. Essa composição busca diversificar a exposição a inflação e juros, mantendo correlação com indicadores de preços e taxa interbancária.

Entre as movimentações do mês, o fundo adquiriu novas cotas da segunda série do CRI Matarazzo Retail, emitido pela Opea Securitizadora. O investimento totalizou R$ 23,346 milhões, com taxa de aquisição de IPCA + 9,50% ao ano, reforçando a exposição a créditos corporativos indexados à inflação.

No mesmo período, o RECR11 alienou posições em dez operações: Villagio Jardins, FIT VIC, Pulverizado Lançamentos Residenciais, Ativos Residenciais Diversificados, FIT Realiza, Matarazzo Suítes 4, MRV, VGRI Mezanino, VIC 5 e Vicorp. As vendas integraram o ciclo de rotação de carteira, típico de estratégias ativas.

O risco da carteira seguia majoritariamente corporativo, com 73% de participação, enquanto 27% correspondiam a risco pulverizado — quando há múltiplos devedores de menor porte. Entre os devedores e cedentes, o segmento de incorporação liderava com 32%, seguido por loteamentos, hotéis e investimentos imobiliários.

https://files.sunoresearch.com.br/gaia/uploads/2026/01/DT-PS-HOME-DE-ARTIGOS-1420x240-ID_01_x1.jpg

Geograficamente, as garantias dos CRIs estavam distribuídas por 14 estados, com maior concentração no estado de São Paulo. As operações foram emitidas por nove securitizadoras, com destaque para Opea, Habitasec, Riza e Província, reforçando a diversificação por originadores.

Além dos CRIs, o portfólio mantinha posições em FIIs e exposição direta ao Morumbi Plaza, imóvel comercial localizado na Avenida Dr. Chucri Zaidan, em São Paulo. Esses ativos complementam a estratégia de renda e crédito imobiliário do fundo.

https://files.sunoresearch.com.br/gaia/uploads/2026/01/1180x182-Home-Segunda-Dobra-Desktop.png

Quer construir uma carteira de Fiis alinhada com os seus objetivos? Clique aqui e fale agora mesmo com um especialista.

Leia também