O Fiagro AAZQ11 distribuiu R$ 0,09 por cota em dividendos referentes a julho, com um rendimento mensal de 1,33%. Em base anualizada, o retorno foi de 15,6%, equivalente a 110,7% do CDI, considerando a cotação de mercado do fundo em 31 de julho de 2026.
A carteira seguiu praticamente integralmente exposta ao agronegócio, com 99,2% do patrimônio líquido alocado no setor. A composição priorizou instrumentos de crédito, com 68,7% em CRAs e 29,1% em Fiagros de direitos creditórios.
- Dividendos de R$ 0,09 por cota em julho, com yield mensal de 1,33%.
- Retorno anualizado de 15,6%, equivalente a 110,7% do CDI.
- Alocação setorial: 99,2% do patrimônio no agronegócio.
- Composição: 68,7% em CRAs e 29,1% em Fiagros de crédito.
- Resultado de junho: aproximadamente R$ 2,3 milhões.
- Carrego da carteira: taxa ponderada de 3,27%; líquida de CDI + 2,06% a.a.
- Movimentações: novos aportes em Fiagros e incremento em CRA específico.
- Estratégia: reciclagem de posições e substituição de recursos de amortizações.
A estratégia da gestão mantém o fundo concentrado em crédito ligado à cadeia agropecuária. O objetivo é combinar a remuneração contratada dos ativos com geração de renda recorrente aos cotistas.
Em junho, o resultado foi de cerca de R$ 2,3 milhões. Ao fim de julho, a carteira permaneceu diversificada, e os ativos seguiram performando dentro do esperado, segundo a administração.
O “carrego” da carteira, que representa o retorno potencial considerando as taxas dos ativos e a posição de caixa, encerrou julho com taxa ponderada de 3,27%. Na ótica líquida — já descontados impostos e taxas — o carrego ficou em CDI + 2,06% ao ano.
AAZQ11 aumenta exposição a Fiagros e crédito do agro
Entre as movimentações de julho, a gestão ampliou a exposição ao Fiagro Bocom, com aporte de aproximadamente R$ 230 mil. A operação é remunerada a CDI + 2,20% ao ano e passou a representar 0,42% do patrimônio líquido.
Houve também incremento de cerca de R$ 1,5 milhão na posição do Fiagro BR Agro. Essa alocação tem remuneração de CDI + 5% ao ano e alcançou 2% do patrimônio líquido do fundo.
A carteira ainda recebeu aumento de exposição ao CRA Batatais, em aproximadamente R$ 353 mil. Após a operação, o ativo passou a representar cerca de 1% do patrimônio líquido.
Outra alocação relevante foi a do Fiagro TerraMagna, no montante de aproximadamente R$ 2,7 milhões, com remuneração de CDI + 4% ao ano. O ativo passou a compor 1,3% do patrimônio líquido.
Além dessas iniciativas, a gestão relatou o recebimento de amortizações previstas em ativos já detidos, em linha com os cronogramas das operações.
AAZQ11: gestão prepara novas alocações para substituir amortizações
Para os próximos meses, a gestora planeja novas alocações em operações em estruturação. A ideia é utilizar os recursos das amortizações parciais e reciclar posições mais líquidas no mercado secundário que remuneram próximo ou abaixo do CDI.
Esse movimento reforça a gestão ativa, com busca por crédito no agronegócio que apresente relação risco-retorno aderente à política do fundo. A prioridade segue no crédito privado do setor, majoritariamente via CRAs e cotas de Fiagros de direitos creditórios.
A carteira, com quase 100% do patrimônio exposto ao agronegócio, permanece concentrada em instrumentos de crédito. A combinação entre novas alocações, spreads acima do CDI em parte dos ativos e rotação de posições líquidas no secundário tende a sustentar os resultados.
Ao encerrar julho, o fundo reportou dividendos de R$ 0,09 por cota, yield anualizado de 15,6% e 99,2% do patrimônio aplicado no agronegócio. A gestão segue estruturando novas operações para manter o nível de rendimento do portfólio.
Para referência, Fiagro é a sigla para Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio. Esses fundos podem investir em títulos de crédito, como CRAs, e em cotas de outros Fiagros, com o objetivo de financiar a cadeia agropecuária e, ao mesmo tempo, distribuir rendimentos aos cotistas conforme a performance dos ativos.