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SNCI11: novos dividendos entregam yield de 1,22%; veja valor

SNCI11: novos dividendos entregam yield de 1,22%; veja valor
Foto: Suno/Banco

O fundo imobiliário SNCI11 anunciou a distribuição de R$ 1,00 por cota em rendimentos aos cotistas. O pagamento ocorrerá em 25 de agosto de 2026, com data-base em 14 de agosto, para os investidores com posição no fundo até essa data.

Com base no fechamento da cota a R$ 81,97, o rendimento corresponde a um dividend yield de 1,22% sobre o preço de mercado. Dividend yield é a razão entre o provento declarado e o preço da cota no período de referência.

Principais pontos:

  • Pagamento de R$ 1,00 por cota em 25/08/2026; data-base em 14/08.
  • Yield de 1,22% considerando a cota a R$ 81,97.
  • Resultado líquido de junho: R$ 4,83 milhões; manutenção do guidance do 3T26 (R$ 1,00 a R$ 1,10/cota).
  • DY anualizado de 13,95% a R$ 86,00; P/VP de 0,89; VPC de R$ 96,53.
  • Resultados retidos de R$ 0,35 por cota após a distribuição; novo pagamento de R$ 1,00 referente a julho.
  • Desempenho de junho: -2,16% (ajustado), abaixo do IFIX (-1,21%).
  • Em 12 meses, rentabilidade ajustada de 11,42%, acima do IFIX (9,96%).

Guidance e desempenho de mercado

Em junho, o SNCI11 apurou resultado líquido de R$ 4,83 milhões e manteve a distribuição de R$ 1,00 por cota. A política de proventos segue o guidance para o terceiro trimestre de 2026, que projeta pagamentos entre R$ 1,00 e R$ 1,10 por cota.

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Considerando a cota a R$ 86,00, o fundo registrou dividend yield anualizado de 13,95%. Já o múltiplo P/VP, que compara o preço de tela ao valor patrimonial por cota (VPC), ficou em 0,89 vez, com VPC de R$ 96,53 no fim de junho.

Após a distribuição, o fundo acumulava R$ 0,35 por cota em resultados retidos. Esses resultados funcionam como reserva operacional para sustentar a previsibilidade dos pagamentos. A gestora também confirmou nova distribuição de R$ 1,00 por cota referente a julho.

No secundário, a rentabilidade ajustada ficou em -2,16% no mês, ante -1,21% do índice de referência do segmento, o IFIX. Segundo a administração, o movimento refletiu reprecificação dos FIIs diante de mudanças nas expectativas para Selic e inflação, com abertura dos spreads de crédito e eventos pontuais em fundos de recebíveis.

Mesmo com o recuo mensal, o fundo acumulou 11,42% de rentabilidade ajustada nos últimos 12 meses, superando IFIX (9,96%), IFIX Papel (9,85%) e a média de pares (11,03%). Rentabilidade ajustada inclui proventos e variações de cota, padronizando a comparação com índices.

SNCI11: carteira, crédito e liquidez

Em junho, o SNCI11 ampliou a exposição a crédito com a aquisição de R$ 8,25 milhões do CRI Oliveira. CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) é um título de renda fixa lastreado em créditos do setor imobiliário. A operação financia a pré-incorporação de um empreendimento do programa Minha Casa, Minha Vida em Sorocaba (SP) e remunera a IPCA + 12,68% ao ano. A gestora avalia novo aporte de cerca de R$ 8 milhões nos próximos meses.

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Outra alocação relevante foi a compra de R$ 24 milhões em ações da Gafisa (GFSA3), no contexto de uma operação estruturada para prover liquidez à conclusão das obras do empreendimento We Sorocaba, lastro do CRI Gafisa Sorocaba. Cerca de 60% desse montante já foi alienado, sem prejuízo para o fundo, conforme informado.

O fundo também direcionou R$ 26,5 milhões a um FII de desenvolvimento residencial em São Paulo via operação compromissada, com remuneração de CDI + 2% ao ano. O CDI é a taxa interbancária de referência usada como base para investimentos de renda fixa. A estrutura visa fornecer liquidez temporária ao investidor final do veículo.

Do lado das desinvestidas, o SNCI11 negociou aproximadamente R$ 59,9 milhões em CRIs, incluindo AXS 3, WIMO, WIMO IV, Copagril, Mitre 2025, GF6 e Opy Health. Parte desses papéis, em torno de R$ 40,3 milhões, foi recomprada no início de julho. O saldo remanescente deve retornar gradualmente ao portfólio conforme condições de mercado.

Como efeito dessas movimentações, o caixa encerrou junho em R$ 31 milhões, equivalentes a 7,65% do patrimônio líquido. O fundo também manteve sua alavancagem. Spreads de crédito, citados pela gestora, referem-se ao prêmio de risco exigido pelo mercado para remunerar títulos privados frente a referências como o CDI ou a taxa Selic.

A distribuição anunciada para agosto e a manutenção do guidance do 3T26 ocorrem em paralelo ao ajuste tático da carteira de crédito, com novas originações, reciclagem de ativos e gestão ativa de liquidez. Essa abordagem busca combinar previsibilidade de rendimentos com mitigação de riscos de mercado e de crédito no curto prazo.

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