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Dividendos do IRIM11 recuam ao menor nível dos últimos 4 meses

Dividendos do IRIM11 recuam ao menor nível dos últimos 4 meses
Imagem gerada por IA

Os cotistas do Iridium Recebíveis Imobiliários FII (IRIM11) receberão R$ 0,77 por cota referentes ao resultado de julho de 2026. O pagamento ocorrerá em 18 de agosto de 2026 e marca o menor valor distribuído pelo fundo nos últimos quatro meses, segundo comunicado da gestão.

Para ter direito ao provento, era necessário estar posicionado ao fim do pregão de 11 de agosto de 2026, data de corte informada pelo FII. A partir da sessão seguinte, as cotas passaram a ser negociadas ex-direitos. Na cotação de fechamento de julho, de R$ 65,09, os dividendos do IRIM11 corresponderam a um dividend yield mensal aproximado de 1,18%.

  • Provento: R$ 0,77 por cota, com pagamento em 18/08/2026
  • Data de corte: 11/08/2026; cotas ex-direitos a partir do dia útil seguinte
  • Yield mensal: cerca de 1,18% sobre a cotação de R$ 65,09 (31/07)
  • Tributação: rendimentos isentos de IR para pessoas físicas que atendam à legislação
  • Carteira: 73,8% em CRIs; taxa média IPCA + 10,9% e duration de 3,50 anos
  • Setores: geração distribuída (19,99%), shopping centers (13,84%), loteamentos (12,84%)
  • Maiores CRIs: Mooca Plaza Shopping, Hospital da Bahia, Shopping Pantanal, Evolua, BTLP Cajamar
  • Geografia: Sudeste 47,9%; nacional diversificada 26,7%; Nordeste 10,2%; Centro-Oeste 8,6%; Sul 6,7%

Calendário e cálculo dos dividendos do IRIM11

O valor de R$ 0,77 por cota será creditado em 18 de agosto de 2026 aos investidores com posição na data-base de 11 de agosto. Exemplo: um cotista com 100 cotas na data de corte receberá R$ 77,00 no pagamento.

Com a cotação de R$ 65,09 registrada no encerramento de julho, o provento equivale a yield mensal aproximado de 1,18%. O dividend yield resulta da divisão do valor distribuído pelo preço de fechamento do período de referência.

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Segundo a gestão, os rendimentos distribuídos são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas que se enquadram nas condições da legislação aplicável a fundos imobiliários listados. A isenção depende do cumprimento dos requisitos legais vigentes.

O comunicado também indica que o montante atual representa a menor distribuição em quatro meses, refletindo a dinâmica recente de resultados do fundo. Esse comportamento pode decorrer de fatores como o carrego da carteira de crédito, eventos de marcação a mercado e reciclagem de posições, conforme os relatórios gerenciais.

Carteira de crédito e setores: dividendos do IRIM11 no contexto do portfólio

Ao fim de junho de 2026, a carteira permanecia concentrada em crédito imobiliário. Os certificados de recebíveis imobiliários (CRIs) somavam 73,8% do patrimônio, enquanto fundos imobiliários respondiam por 20,5%. O caixa representava 5,1%, e outros ativos, 1,1%.

Na carteira de CRIs, a maior exposição seguia indexada ao IPCA. Títulos atrelados à inflação equivaleram a 64,8% do patrimônio total e a 87,8% da carteira de CRIs. A taxa média de marcação a mercado era de IPCA + 10,9%, com duration de 3,50 anos. A duration expressa o prazo médio de sensibilidade a variações de juros.

Os CRIs atrelados ao CDI representavam 4,7% do patrimônio. O restante estava distribuído entre operações indexadas a IGP-M, INPC, INCC-DI e IGP-DI, além de emissões prefixadas. CRIs são títulos de crédito lastreados em recebíveis do setor imobiliário, que financiam projetos e empreendimentos por meio do mercado de capitais.

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Entre as maiores posições individuais, destacavam-se o CRI Mooca Plaza Shopping, com 2,77% do patrimônio, o Hospital da Bahia (2,60%), o Shopping Pantanal (2,52%), a Evolua (2,51%) e o BTLP Cajamar (2,05%). Essas alocações compõem a parcela core do portfólio de crédito do fundo.

A diversificação setorial da carteira de CRIs abrangia diferentes atividades econômicas. A geração distribuída liderava, com 19,99% da carteira de crédito, seguida por shopping centers, com 13,84%, e loteamentos residenciais, com 12,84%. O crédito estruturado para pessoas físicas tinha peso de 7,17%, à frente de serviços médico-hospitalares (6,86%) e ativos industriais e logísticos (6,33%).

No recorte geográfico, a região Sudeste concentrava 47,9% da carteira de CRIs. As operações classificadas como diversificadas nacionalmente somavam 26,7%. O Nordeste respondia por 10,2%, o Centro-Oeste, por 8,6%, e o Sul, por 6,7% do total alocado em crédito.

Esse perfil de indexadores, setores e geografia ajuda a explicar a geração de resultado do fundo e, por consequência, as distribuições mensais. A gestão citou que, ao longo do período, houve reciclagem de parte da carteira e novas alocações em fundos imobiliários, o que também influencia o carrego de receitas e a dinâmica de proventos.

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