O fundo imobiliário de recebíveis FII EXES11 (EXES11) manteve a distribuição de R$ 0,13 por cota referente ao resultado de junho. O anúncio foi feito em 17 de julho e marca o 18º mês consecutivo no mesmo patamar de proventos. A remuneração equivale a um rendimento mensal de 1,34% sobre a cota patrimonial, segundo a gestora.
Nos últimos 12 meses, o EXES11 acumulou dividend yield de 17,13%, enquanto o indicador anualizado atingiu 17,27%. A gestora informou ainda reserva de lucros de R$ 0,06 por cota, utilizada para sustentar a previsibilidade dos pagamentos.
- Proventos de R$ 0,13 por cota pelo 18º mês seguido, com DY mensal de 1,34% sobre a cota patrimonial.
- DY de 17,13% em 12 meses e anualizado de 17,27%.
- Carteira 100% alocada em junho, com 20 ativos distribuídos em nove segmentos.
- Operações em estruturação: dois CRIs de R$ 22,5 milhões (CDI + 5% a.a.) e R$ 25,7 milhões (IPCA + 12,25% a.a.).
- Pipeline com três CRIs de R$ 47 milhões, R$ 20 milhões e R$ 30 milhões, remunerados entre CDI + 4% e CDI + 5,5% a.a.
- Avalia aquisição de cotas seniores de FII logístico (~R$ 600 milhões) a IPCA + 9,5% a.a.
- Em amostra de 87 FIIs de crédito, DY de 16,2% sobre cota de mercado e 16% sobre cota patrimonial (P/VP ≥ 0,95).
Pipeline e alocação do FII EXES11
A carteira do EXES11 permaneceu 100% alocada durante junho, sem novos aportes no mês. O portfólio é composto por 20 ativos distribuídos em nove segmentos, com maior concentração em operações de incorporação imobiliária.
Segundo a gestora, essa alocação reflete o aumento de oportunidades de crédito para empreendimentos residenciais. O movimento decorre da redução dos recursos da poupança, tradicional origem de financiamento do setor, abrindo espaço para alternativas via mercado de capitais.
Mesmo sem aquisições no mês, o fundo reportou operações em fase avançada de estruturação. Entre elas, um Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) de R$ 22,5 milhões para conclusão de empreendimento vertical, com remuneração alvo de CDI + 5% ao ano.
Outra estruturação em curso envolve um CRI de R$ 25,7 milhões, também destinado ao término de obras residenciais, remunerado a IPCA + 12,25% ao ano. CRIs são títulos de crédito lastreados em recebíveis do setor imobiliário.
O pipeline listado pela gestora inclui ainda três novos CRIs voltados à incorporação residencial, nos valores de R$ 47 milhões, R$ 20 milhões e R$ 30 milhões. As taxas projetadas variam entre CDI + 4% e CDI + 5,5% ao ano, a depender do risco de crédito e da estrutura das garantias.
Além das operações de crédito, a gestora avalia a compra de cotas seniores de um fundo imobiliário logístico. A transação, de aproximadamente R$ 600 milhões, teria retorno estimado em IPCA + 9,5% ao ano, conforme informações do relatório.
Desempenho do FII EXES11 frente aos pares
A distribuição de R$ 0,13 por cota foi mantida pelo 18º mês consecutivo, apoiada por R$ 0,06 por cota em reserva de lucros. Esse colchão tem a função de suavizar oscilações no resultado e preservar a previsibilidade dos rendimentos.
No acumulado de 12 meses, o EXES11 registrou dividend yield de 17,13%. Em base anualizada, o indicador ficou em 17,27%, conforme atualização divulgada no anúncio de 17 de julho.
Em comparação setorial, a gestora analisou uma amostra de 87 fundos de crédito. Considerando apenas os veículos com relação preço/valor patrimonial (P/VP) igual ou superior a 0,95, o EXES11 apresentou DY de 16,2% sobre a cota de mercado e de 16% sobre a cota patrimonial.
A métrica P/VP, utilizada para avaliar o prêmio ou desconto de mercado diante do valor contábil, foi um dos filtros do levantamento. A comparação excluiu fundos negociados com desconto mais acentuado nessa relação.
Do lado da alocação setorial, a estratégia do fundo permaneceu voltada à incorporação imobiliária, diante da demanda por crédito para a conclusão de projetos. O cenário de menor funding via poupança intensifica a busca por estruturas de mercado, como CRIs com remuneração atrelada ao CDI ou à inflação.
A carteira integralmente alocada em junho, a manutenção do patamar de rendimentos e o conjunto de operações em pipeline sinalizam a continuidade da política de distribuição. O fundo segue com foco em crédito imobiliário, com monitoramento das condições de taxa e risco.
No curto prazo, a execução das operações em estruturação e o avanço das negociações do pipeline tendem a influenciar a geração de resultado. A gestora mantém o acompanhamento das oportunidades em incorporação residencial e das alternativas em instrumentos seniores.