O fundo imobiliário agroindustrial híbrido da Suno Asset, o SNAG11, anunciou a distribuição de R$ 0,12 por cota referente ao resultado de junho de 2026. O comunicado foi divulgado ao mercado nesta quarta-feira (15), com definição de data-base no mesmo dia para elegibilidade ao provento e liquidação do pagamento em 24 de julho de 2026.
Terão direito os investidores posicionados ao término do pregão desta quarta-feira (15). A partir da sessão seguinte, as cotas serão negociadas na condição de “ex-dividendos”, ou seja, sem direito ao recebimento do provento anunciado.
- Valor do provento: R$ 0,12 por cota (resultado de junho/2026)
- Data-base: 15/07/2026 (quarta-feira); cotas “ex-dividendos” no pregão seguinte
- Pagamento: 24/07/2026, diretamente aos cotistas elegíveis
- Referência de preço: R$ 10,05 (fechamento em 30/06/2026)
- Indicador: dividend yield mensal estimado em 1,19%
- Tributação: rendimentos isentos de IR para pessoas físicas, conforme regras dos Fiagro
- Liquidez recente: R$ 3,28 milhões (pregão de 14/07/2026); cota a R$ 9,89 (-0,10%)
- Contexto setorial: Conab elevou projeção da safra 2025/26 para 360,1 milhões de toneladas
O pagamento será efetuado em 24 de julho, por meio dos agentes escrituradores e custodiante do fundo, diretamente às contas dos cotistas elegíveis. O cronograma segue o padrão de mercado, com data-base para identificação dos detentores de cotas e, na sequência, a negociação das cotas sem direito ao provento (“ex-dividendos”).
O cálculo do retorno mensal considera o preço de fechamento da cota em 30 de junho, de R$ 10,05. Com base nesse nível de preço, o valor distribuído resulta em rendimentos equivalentes a um dividend yield mensal aproximado de 1,19%. O fundo ressalta que o indicador é uma métrica histórica e pontual, baseada no preço de referência da data indicada, e não constitui garantia de retornos futuros.
Os rendimentos seguem isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, desde que atendidos os requisitos previstos na legislação aplicável aos Fiagros. Entre as exigências usualmente observadas para a isenção, estão a negociação exclusiva em bolsa ou mercado de balcão organizado e a restrição de participação individual inferior a 10% do patrimônio do fundo, entre outras condições legais.
SNAG11 registra liquidez e desempenho no pregão da véspera
Na véspera do anúncio, terça-feira (14), o fundo movimentou aproximadamente R$ 3,28 milhões em bolsa, com leve recuo de 0,10% no preço de fechamento, a R$ 9,89. O comportamento da cota ocorreu em um ambiente de divulgação de novas projeções para a produção agrícola brasileira.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revisou para cima a estimativa da safra 2025/26. A produção total de grãos deve alcançar 360,1 milhões de toneladas, o que representa alta de 2,2% em relação ao ciclo anterior, ou um acréscimo de 7,8 milhões de toneladas.
O incremento é atribuído, sobretudo, à expansão da área plantada, estimada em 83,5 milhões de hectares. A produtividade média deve permanecer praticamente estável na comparação com a safra anterior, segundo a autarquia.
Entre as principais culturas, o milho mantém participação relevante no volume agregado. A Conab projeta produção de 141,7 milhões de toneladas, crescimento de 0,4% frente ao ciclo anterior. O cenário de oferta, aliado à dinâmica de custos e preços, tende a influenciar demanda por financiamento da cadeia agropecuária e a originação de créditos ligados ao agronegócio.
Tese do fiagro do SNAG11 e composição da carteira
O SNAG11 é um fiagro híbrido com foco no financiamento da cadeia agropecuária. A estratégia combina instrumentos de crédito e ativos reais, buscando diversificação por segmentos e originação ampla para mitigação de riscos e geração de renda.
O portfólio reúne Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), propriedades rurais, cotas de outros Fiagros e cotas de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs). Os CRAs são títulos de crédito lastreados em recebíveis do agronegócio, enquanto os FIDCs estruturam carteiras de direitos creditórios, permitindo pulverização e gestão do risco de crédito.
A carteira atual do fundo contempla 11 ativos, com exposição a 264 devedores, majoritariamente produtores rurais. A construção do portfólio prioriza a diluição de riscos por emissões, setores e perfis de crédito, com foco em sustentação do fluxo de caixa para distribuição de proventos, conforme a política do fundo.
A divulgação do provento de R$ 0,12 por cota referente a junho de 2026 alinha-se à tese de priorização de renda recorrente. A relação entre o nível de distribuição e os indicadores de mercado como preço da cota e liquidez diária compõe o conjunto de variáveis monitoradas pelos investidores na avaliação do desempenho do fundo.