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HSAF11 mantém dividendos em R$ 0,95 por cota pelo 18º mês

HSAF11 mantém dividendos em R$ 0,95 por cota pelo 18º mês
Ações recomendadas para maio mostram mudança de foco para energia, indústria e tecnologia Foto: Suno/Banco

O HSAF11 (HSI Ativos Financeiros FII) manteve a distribuição de R$ 0,95 por cota referente a junho, pelo 18º mês consecutivo. O pagamento ocorre em 7 de julho aos cotistas com posição até 30 de junho, informou a gestora em relatório.

Segundo a administração, o rendimento corresponde a um dividend yield mensal de 1,21% e 15,47% ao ano, considerando o reinvestimento dos proventos. A projeção para julho indica distribuição entre R$ 0,90 e R$ 1,00 por cota, sem configurar promessa de rentabilidade.

  • R$ 0,95 por cota em junho, 18º mês no mesmo patamar
  • DY de 1,21% no mês e 15,47% a.a. com reinvestimento
  • Projeção de julho entre R$ 0,90 e R$ 1,00 por cota
  • Vendas de cotas de fundos imobiliários somam R$ 8,18 milhões
  • Recursos destinados a novos CRIs originados pela gestora
  • Carteira adimplente; ~40% atrelada ao IPCA (spread de 8,73% a.a.) e ~32% ao CDI (spread de 4,73% a.a.)
  • Resultado de R$ 2,7 milhões (R$ 1,07/cota) em junho; excedente contábil de R$ 0,76/cota
  • 8.762 cotistas; PL de R$ 223,9 milhões; valor de mercado de R$ 199,1 milhões; liquidez média de R$ 684 mil/dia em junho
  • Em 2026, secundário com média próxima de R$ 1 milhão/dia
  • Projeções: Selic de 14,25% ao fim de 2026; IPCA de 5,5%; PIB de 2,2%

Distribuição e alocação do HSAF11

A manutenção da distribuição em R$ 0,95 por cota reflete o desempenho operacional do portfólio de crédito. Conforme a gestora, a combinação de indexadores e o efeito da inflação acumulada nos meses anteriores reforçaram o caixa dos títulos corrigidos pelo IPCA, contribuindo para a estabilidade dos proventos.

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O relatório indica que o fundo realizou vendas de cotas de outros FIIs no montante de R$ 8,18 milhões ao longo de junho. A estratégia é redirecionar os recursos para novas operações de CRIs estruturadas e originadas pela própria casa, com negociações em fase avançada. Detalhes das alocações serão divulgados após a conclusão das operações.

O HSAF11 investe majoritariamente em Certificados de Recebíveis Imobiliários (títulos de crédito lastreados em recebíveis do setor imobiliário) e, de forma complementar, em cotas de fundos imobiliários e outros instrumentos financeiros ligados ao mercado. A readequação do portfólio para novas emissões de crédito está em linha com a política de alocação do fundo.

Carteira e resultados do HSAF11

De acordo com a gestora, todos os CRIs da carteira permanecem adimplentes, sem atrasos ou inadimplência desde o início das operações do fundo. Ao fim de junho, cerca de 40% do portfólio estava vinculado ao IPCA, com spread ponderado de 8,73% ao ano. Aproximadamente 32% estavam indexados ao CDI, com spread médio de 4,73% ao ano. Spread é o prêmio de juros acima do indexador de referência (IPCA ou CDI).

No mês, o HSAF11 apurou resultado de R$ 2,7 milhões, equivalente a R$ 1,07 por cota. O valor supera a distribuição efetiva de R$ 0,95 por cota, o que levou o fundo a encerrar junho com R$ 0,76 por cota em resultado contábil acumulado. Dividend yield representa o rendimento em relação ao preço de mercado da cota.

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A administração atribui parte do desempenho à inflação acumulada recente, que elevou a correção monetária dos CRIs atrelados ao IPCA e favoreceu o fluxo de caixa operacional. A exposição combinada a indexadores e prêmios acima dos referenciais contribui para a geração de resultado recorrente, ressalvado que projeções não constituem garantias de performance futura.

Patrimônio, liquidez e cenário do HSAF11

Em 30 de junho, o fundo somava 8.762 cotistas, patrimônio líquido de R$ 223,9 milhões e valor de mercado próximo de R$ 199,1 milhões. A liquidez média diária foi de R$ 684 mil no mês. No acumulado de 2026, a gestora observa média aproximada de R$ 1 milhão negociado por dia no mercado secundário.

No cenário macroeconômico, a gestora projeta Selic em 14,25% ao término de 2026, IPCA de 5,5% e crescimento de 2,2% para o PIB. Nesse contexto, a administração avalia que a combinação de CRIs indexados ao CDI e ao IPCA permanece favorável para fundos de crédito, desde que a carteira mantenha qualidade e adimplência.

A projeção de distribuição para julho, entre R$ 0,90 e R$ 1,00 por cota, permanece condicionada à evolução das alocações em novas operações de crédito e ao comportamento dos indexadores. A divulgação detalhada das novas emissões ocorrerá após a conclusão das alocações, conforme o rito usual de mercado.

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