O fundo imobiliário MAXR11 elevou o provento mensal para R$ 0,27 por cota em julho de 2026, ante R$ 0,25 no mês anterior. A data-base foi 7 de julho e o pagamento ocorre em 14 de julho. O rendimento é isento de Imposto de Renda para pessoas físicas. Considerando o fechamento de junho, a R$ 54,30 por cota, o valor implica um Dividend Yield mensal de 0,50%. É o maior patamar dos últimos três meses.
Os proventos deste mês têm como base o resultado de junho, ainda não divulgado. O último resultado operacional publicado pelo FII é o de abril. Em paralelo, avança o processo de incorporação da classe atual do fundo ao Capitânia HBC Renda Urbana FII, aprovado por Consulta Formal em 16 de março de 2026, com referência de substituição de R$ 67,00 por cota.
- Provento de julho/26: R$ 0,27 por cota (R$ 0,25 no mês anterior)
- Data-base: 07/07; pagamento: 14/07; isento de IR para pessoa física
- Dividend Yield mensal: 0,50% sobre R$ 54,30 (fechamento de junho)
- Base de provento: resultado de junho (ainda não anunciado)
- Resultado de abril: R$ 306 mil (receitas de propriedades de R$ 343 mil; despesas operacionais de R$ 93 mil)
- Taxa de ocupação: 74,19% em abril, incluindo áreas em comodato
- Receita por praça: Manaus (31,09%), Brasília (24,89%), Belém (13,79%), Vitória (12,72%), Taguatinga (9,14%) e Maceió (8,37%)
- Mix de receita por tipo: lojas de departamentos (93,10%), importados (3,78%) e alimentação (3,12%)
- Incorporação aprovada em 16/03/2026; referência de R$ 67,00 por cota da classe atual
- Regulamento alterado: novo objetivo e política de investimentos; possibilidade de dispensa de reembolso a dissidentes sujeita à CVM
MAXR11: proventos de julho e métricas operacionais
O FII elevou o provento para R$ 0,27 por cota neste mês, mantendo a periodicidade mensal. A distribuição considera o fechamento de junho em R$ 54,30 por cota, o que resulta em um Dividend Yield mensal de 0,50%. Dividend Yield é a relação entre o provento distribuído no período e o preço da cota utilizado como base de comparação.
Segundo o administrador, a base de cálculo para os proventos de julho é o resultado de junho. Esse resultado ainda não foi divulgado. O último relatório com números operacionais é o de abril.
Em abril, o fundo reportou resultado líquido de R$ 306 mil. Esse montante deriva de R$ 343 mil em receitas de propriedades, abatidas despesas operacionais de R$ 93 mil. A taxa de ocupação do portfólio estava em 74,19% no período, já incluindo áreas em comodato. Ocupação representa a parcela de áreas locáveis efetivamente alugadas ou utilizadas conforme contratos vigentes.
A receita segue pulverizada geograficamente. Manaus concentra 31,09% do total, seguida por Brasília, com 24,89%. Na sequência, aparecem Belém (13,79%) e Vitória (12,72%). Taguatinga responde por 9,14% e Maceió por 8,37%.
Em Maceió, a loja foi alienada, mas o fundo ainda recebe parcelas relativas à venda. Essa dinâmica mantém fluxo de recebimento sem afetar a concentração geográfica apresentada.
Por tipo de imóvel, o portfólio tem maior exposição a lojas de departamentos, responsáveis por 93,10% da receita do mês de referência. Lojas de importados somaram 3,78%, enquanto alimentação respondeu por 3,12%. A composição por segmento indica predominância de contratos atrelados a varejo de departamentos no mix de locatários.
MAXR11: incorporação e efeitos sobre a classe
Além da distribuição mensal, o principal evento em curso é a incorporação da totalidade da classe atual do FII pelo Capitânia HBC Renda Urbana FII. A decisão foi formalizada por Consulta Formal divulgada em 16 de março de 2026. Pelos termos aprovados, a substituição de cotas tomará como referência R$ 67,00 por cota da classe a ser incorporada.
O valor patrimonial da classe incorporadora será apurado na data de efetivação da operação. Concluída a incorporação, a classe atual será extinta. A incorporadora sucederá integralmente os direitos e as obrigações da classe incorporada, garantindo a continuidade da estrutura definida.
A mesma deliberação aprovou alterações no regulamento do fundo. Entre elas, um novo objetivo e uma nova política de investimentos, que ampliam a flexibilidade para alocação em ativos imobiliários, valores mobiliários e participações em sociedades do setor. Tais alterações têm o propósito de adequar a atuação do veículo à estrutura futura pós-incorporação.
Também foi aprovada a possibilidade de dispensa do direito de reembolso a cotistas dissidentes em operações societárias futuras envolvendo o fundo. A efetivação dessa medida depende do cumprimento de condições regulatórias e da aprovação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Enquanto isso, permanecem vigentes as regras atuais até a conclusão das etapas formais do processo.
Por ora, a distribuição de julho reflete a dinâmica operacional recente e a expectativa pelo fechamento do resultado de junho. Os dados divulgados até abril indicam estabilidade na geração de caixa operacional, com ocupação em 74,19% e receita pulverizada por praças e segmentos, ao mesmo tempo em que o cronograma da incorporação segue o rito aprovado.