O fundo imobiliário GAME11 anunciou nova distribuição de rendimentos de R$ 0,10 por cota, referente aos resultados recentes. Terão direito aos proventos os investidores posicionados até o fim do pregão de 10 de junho de 2026. A partir do dia útil seguinte, as cotas serão negociadas “ex-dividendos”, conforme prática do mercado para eventos de distribuição.
Com base no preço de fechamento de maio, de R$ 8,91 por cota, o pagamento corresponde a um dividend yield mensal aproximado de 1,12%. A gestão manteve a política de distribuição estável, priorizando previsibilidade e preservando parte do resultado em reserva. Essa abordagem busca reduzir oscilações futuras e sustentar a atratividade do fluxo de caixa ao cotista.
Principais dados: valor de R$ 0,10 por cota, data-base em 10/06/2026 e pagamento programado para 22/06/2026, com crédito direto nas corretoras dos investidores habilitados. A formação de reservas permanece como pilar da estratégia para suavizar impactos de ciclos de mercado e de ajustes inflacionários.
Resultados operacionais de abril sustentam a continuidade da política de rendimentos. O FII registrou R$ 0,114 por cota de resultado, impulsionado por ativos indexados ao IPCA, reflexo da combinação dos índices de inflação entre janeiro e março. Embora o desempenho tenha sido superior ao valor distribuído, a gestão decidiu manter o patamar de R$ 0,10 por cota, reforçando a disciplina na alocação de caixa.
O saldo acumulado em reserva totalizou R$ 0,096 por cota ao final de abril, enquanto o resultado líquido do mês somou cerca de R$ 3,24 milhões. A administração concentrou esforços na realocação tática e na manutenção das posições, com destaque para movimentações no Guardian Hedge Fund (GAHF), veículo utilizado pelo GAME11 para executar estratégias de investimento.
Desempenho histórico segue acima de referências do mercado. Desde o IPO, o fundo imobiliário acumula 74,9% de rentabilidade nominal, superando seu benchmark de 72,8% e o IFIX, que avançou 44% no período. No secundário, as cotas encerraram abril a R$ 8,95, com alta de 4,68% em 12 meses e melhora de liquidez.
A base de investidores chegou a 21.047 cotistas, com maior pulverização. Em paralelo, o volume médio diário negociado atingiu cerca de R$ 259 mil após a conversão das cotas da terceira emissão, reforçando a profundidade do mercado para o papel e a consistência da distribuição de rendimentos ao longo do tempo.