O fundo imobiliário VGIP11 confirmou a distribuição de R$ 1,05 por cota referente à competência de maio de 2026, valor que figura como o segundo maior do ano, ligeiramente abaixo do mês anterior. O pagamento ocorrerá em 18 de junho de 2026, e terão direito aos proventos os investidores posicionados até o fim do pregão de 11 de junho de 2026. Com a cotação de fechamento de maio em R$ 80,70, o anúncio reforça a atratividade do veículo para quem busca renda mensal isenta de IR, observadas as regras vigentes.
Com base nesse preço, o rendimento do VGIP11 corresponde a um dividend yield mensal estimado de 1,30%. Essa taxa sinaliza consistência na geração de caixa do portfólio, sustentada por títulos de crédito imobiliário. Vale lembrar que, para pessoas físicas, os dividendos de FIIs são isentos de Imposto de Renda, desde que respeitadas as condições legais aplicáveis.
Em abril, a carteira mantinha 96,8% do patrimônio líquido alocado em CRIs, somando 50 operações e investimento de R$ 1,03 bilhão. Os 3,2% restantes permanecem em caixa e equivalentes, conferindo flexibilidade para novas alocações. No mês, o fundo distribuiu R$ 1,08 por cota, o que equivale a IPCA + 6,4% ao ano considerando o valor patrimonial de março.
O fundo carrega R$ 0,55 por cota em ganhos de IPCA acumulados, a serem liberados gradualmente conforme convertidos em resultado caixa. Nos 12 meses até abril, a distribuição somou R$ 11,02 por cota, equivalente a IPCA + 9,0% ao ano sobre a cota patrimonial, considerando a defasagem de dois meses típica dos CRIs.
Movimentações recentes incluíram compras de R$ 13,7 milhões em abril (CRI Mabu 240S e CRI Projetos Residenciais SP 1S) e amortizações de R$ 5,7 milhões, com destaque para CRI Mabu 204S (R$ 2,9 mi) e CRI CashMe 31E Sênior (R$ 1,1 mi). Em maio, o VGIP11 adicionou R$ 15,7 milhões em dois CRIs já presentes na carteira.
Distribuição setorial indica Shopping (26,0%), Pulverizado (19,6%), Residencial (17,5%), Logística (13,8%) e BTS (11,7%), além de Infraestrutura (5,6%), Escritório (3,2%), Hospital (1,6%) e Hotel (1,0%). A indexação é majoritariamente ao IPCA (99,4%), com 74,0% na variação integral e 26,0% apenas na parcela positiva. O fundo imobiliário VGIP11 encerrou abril com 84.010 cotistas e volume médio diário de R$ 2,9 milhões, reforçando liquidez e perfil de recebíveis.