O Fiagro SNAG11 manteve alta liquidez no mercado secundário nesta terça-feira (9), registrando cerca de R$ 5,6 milhões negociados na B3. O desempenho reflete o momento favorável da cadeia da soja, que segue como a principal commodity do agronegócio brasileiro. Em meio ao bom humor do setor, o fundo permanece entre os fiagros mais líquidos, sustentado por demanda consistente no mercado interno e externo.
A força da demanda por soja tem sido determinante para manter a atividade aquecida. Exportações intensas, consumo doméstico robusto e a indústria de processamento em ritmo firme compõem o pano de fundo. Mesmo diante da oferta global elevada, há suporte aos preços, o que beneficia operações de crédito e a performance de veículos expostos ao agro, como o SNAG11.
Principais vetores positivos:
• Ritmo intenso das exportações brasileiras
• Demanda firme da indústria de processamento
• Consumo doméstico resiliente
• Preços sustentados apesar da ampla oferta
Exportações seguem aquecidas: em maio, o Brasil embarcou 14,82 milhões de toneladas de soja, segundo a Secex. Embora abaixo do mês anterior, o volume cresceu 5,1% na comparação anual. Pesquisadores do Cepea apontam que o forte escoamento externo evita quedas mais acentuadas nas cotações, preservando margens e estimulando novos negócios.
Cenário externo favorável: nos EUA, o USDA informou plantio de 87% da safra 2024/25 até o fim de maio, acima da média de cinco anos. Na Argentina, a colheita alcança 91,7% da área. Ainda assim, a combinação de exportações firmes e consumo interno dá sustentação aos preços e à atividade, reforçando a resiliência do complexo soja. Esse quadro tende a fortalecer a capacidade de pagamento do setor e a demanda por crédito.
Em captação recente de aproximadamente R$ 301 milhões, o SNAG11 ampliou a exposição a segmentos estratégicos, como irrigação e armazenagem, essenciais para ganhos de produtividade. O portfólio inclui CRAs e financiamentos ligados à produção rural, aprofundando a presença nas cadeias do agro.
Com mais de 130 mil investidores e patrimônio próximo de R$ 1 bilhão, o SNAG11 figura entre os maiores fiagros da bolsa. Em um ambiente em que a soja segue protagonista, o fundo se beneficia da liquidez, da disciplina de crédito e do dinamismo operacional, reforçando seu papel no financiamento do agronegócio.