O avanço do PIB agropecuário no primeiro trimestre de 2026 sustentou o crescimento da economia brasileira, segundo o IBGE. O setor avançou 2% frente ao trimestre anterior, movimentando R$ 230 bilhões e respondendo por cerca de 7% do PIB nacional no período. Na comparação anual, houve alta de 0,7%, reforçando a resiliência do agronegócio mesmo sob juros elevados e pressões em partes da cadeia produtiva.
A performance foi impulsionada pela robusta safra de soja, que cresceu 4,8% e atingiu novo recorde histórico. Condições climáticas favoráveis e expansão da área cultivada foram determinantes para o resultado. Em 12 meses, o PIB do campo acumulou expansão de 7,5%, consolidando o protagonismo do setor na geração de valor, renda e emprego.
O ambiente positivo tende a favorecer veículos de investimento do agronegócio, como os Fiagros, ampliando liquidez e atratividade para investidores. Entre os destaques, o SNAG11 manteve a distribuição de R$ 0,12 por cota em abril e expandiu a base de cotistas após nova oferta, sinalizando estabilidade operacional e disciplina na gestão de caixa.
A quinta emissão de cotas do SNAG11 captou cerca de R$ 301 milhões, elevando o patrimônio líquido para próximo de R$ 1 bilhão e consolidando o fundo entre os principais Fiagros da B3. O veículo alcançou 130 mil cotistas, tornando-se o segundo maior em número de investidores. Segundo a gestão, a prioridade é alocar rapidamente os recursos para mitigar caixa ocioso e acelerar a renda.
A carteira do fundo é diversificada no agronegócio, com exposição a revendas agrícolas, irrigação, terras e armazenagem, além de operações em café, sementes, laticínios e imóveis rurais. A remuneração média é CDI + 2,52% ao ano, com duration próxima de 4,8 anos, e histórico de inadimplência zerada, apoiado por ampla pulverização de riscos.
A demanda crescente da China por grãos brasileiros também impulsiona o mercado de terras, elevando preços e estimulando investimentos produtivos. Dados da Embrapa indicam que o valor médio das terras agrícolas no Brasil avançou mais de 113% nos últimos cinco anos, beneficiando estratégias lastreadas em valorização fundiária e renda recorrente. Nesse contexto, o SNFZ11 expõe investidores a propriedades no Mato Grosso, enquanto o SNAG11 opera majoritariamente via crédito privado, financiando elos essenciais da cadeia rural, reforçando o ciclo virtuoso alimentado pelo PIB do campo.