O fundo imobiliário SNEL11 registrou em maio o maior volume de negociações desde sua estreia, reforçando sua posição como principal veículo de investimento em energia na B3. Com mais de 96 mil cotistas, o fundo movimentou cerca de R$ 92 milhões no mês, evidenciando maior liquidez e profundidade de mercado. O movimento acompanha o interesse crescente por ativos ligados à transição energética e à geração distribuída, que vêm ganhando espaço entre os FIIs.
No campo operacional, o SNEL11 manteve trajetória consistente. Em abril, entregou resultado próximo de R$ 11 milhões e distribuiu R$ 0,10 por cota. Considerando o preço de fechamento do período, o payout representou um dividend yield anualizado em torno de 14,96%. A gestora reiterou o compromisso com previsibilidade e disciplina na gestão do caixa, alinhando distribuição e geração de resultados.
Principais destaques do mês incluíram a maior liquidez histórica do fundo, a base de investidores acima de 96 mil, o volume negociado próximo de R$ 92 milhões, e a manutenção da distribuição em R$ 0,10 por cota. Esses indicadores reforçam o amadurecimento do mercado para ativos de infraestrutura energética listados e a consolidação do SNEL11 como referência no segmento.
Reajustes tarifários aprovados pela ANEEL trouxeram impulso adicional. As revisões, com média de 7,4% para baixa tensão em distribuidoras como Enel Ceará, Energisa MS, Energisa MT, Neoenergia Coelba e Neoenergia Pernambuco, beneficiam contratos e receitas de ativos já operacionais. A gestão destaca que tais medidas favorecem especialmente projetos de geração distribuída já em operação, ampliando a atratividade econômica da carteira.
Por outro lado, há desaceleração no lançamento de novos projetos de GD. Mudanças regulatórias após a Lei 14.300 reduziram parte do retorno de empreendimentos recentes, tornando mais valiosos os ativos enquadrados em regras anteriores — caso das usinas do portfólio do SNEL11. Esse cenário cria um prêmio de escassez e sustenta a tese do fundo.
A geração distribuída, contudo, segue em expansão no país. A gestora reporta que o Brasil superou 7 milhões de conexões, avanço de cerca de 26% em 12 meses. Mais de 99% dessas conexões utilizam tecnologia solar fotovoltaica, confirmando a fonte como principal motor do segmento.
As usinas em ramp-up continuam evoluindo. As quatro plantas fotovoltaicas locadas à NUV têm capacidade conjunta projetada de aproximadamente 2.417 MWh, com ocupação média ponderada atual de 38,7% e perspectiva de alta nos próximos meses. Essa maturação tende a fortalecer resultados e sustentar a distribuição. Diante dos reajustes tarifários, do ambiente regulatório e da escassez de ativos legados, o SNEL11 mantém posição competitiva no mercado de geração distribuída.