O fundo imobiliário SNEL11 reportou resultado operacional de cerca de R$ 11 milhões em abril de 2024 e manteve a distribuição mensal de R$ 0,10 por cota. Especializado em geração distribuída de energia solar, o veículo se apoia no crescimento estrutural do setor no Brasil e nos reajustes tarifários aprovados pela ANEEL, que sustentam a performance operacional e as receitas do portfólio.
Segundo a gestão, o dividend yield anualizado atingiu 14,96% no período, tomando como referência o preço de fechamento da cota. A liquidez também foi robusta, com R$ 78,4 milhões negociados na B3 ao longo de abril, o que representa média diária de R$ 3,9 milhões e reforça o interesse dos investidores em fundos de energia.
Entre os destaques operacionais, houve impacto positivo dos reajustes da ANEEL em distribuidoras às quais o SNEL11 está exposto. As tarifas de baixa tensão tiveram reajuste médio de 7,4%, enquanto a TUSD G avançou 1,9%, um componente relevante para a geração distribuída. A carteira mantém exposição a Enel Ceará, Energisa MS, Energisa MT, Neoenergia Coelba e Neoenergia Pernambuco.
A gestora avalia que a desaceleração do crescimento da geração distribuída a partir de 2025, sobretudo em projetos das modalidades GD II e GD III, cria uma janela de oportunidade para o SNEL11. A alteração da Lei 14.300 reduziu a atratividade de projetos protocolados após janeiro de 2023, tornando mais escassos ativos estruturados sob regras anteriores (GD I e GD 0). Esse cenário tende a fortalecer o poder de precificação dos contratos de locação no médio prazo.
O Brasil superou 7 milhões de conexões de geração distribuída à rede, avanço de 26% em relação a 2024. Mesmo assim, a penetração segue baixa: 92% das unidades consumidoras permanecem fora do sistema de compensação, o que indica amplo espaço para expansão. A fonte solar fotovoltaica responde por mais de 99% das conexões de micro e minigeração, consolidando seu protagonismo no avanço energético nacional.
No portfólio, há progresso no ramp-up comercial das usinas. As quatro UFVs locadas à NUV somam capacidade projetada de 2.417 MWh e ocupação média ponderada de 38,7%, com perspectiva de alta nos próximos meses. Com ativos amparados por regras regulatórias mais favoráveis, o SNEL11 segue bem posicionado para capturar o crescimento estrutural da energia solar no país.