O fundo imobiliário RBVA11 reportou resultado líquido de R$ 13,053 milhões em abril de 2024, impulsionado por receitas imobiliárias de R$ 15,964 milhões e receitas financeiras de R$ 441 mil. As despesas recorrentes somaram R$ 3,352 milhões no período, preservando a capacidade de distribuição mesmo diante de ajustes operacionais recentes.
Com base no resultado de R$ 0,084 por cota, o FII RBVA11 distribuiu R$ 0,09 por cota aos cotistas, em linha com o guidance do semestre. O dividend yield anualizado alcançou 10,1% sobre a cota patrimonial e 10,9% considerando a cotação de mercado, reforçando a atratividade relativa do portfólio.
A gestão concluiu a venda de um imóvel na Avenida Senador Queiróz, em São Paulo, anteriormente locado à Caixa Econômica Federal e a uma loja de conveniência. O ativo foi alienado por R$ 10,5 milhões (cerca de R$ 7.256/m²), com entrada de R$ 5 milhões e cinco parcelas mensais de R$ 1 milhão, além de parcela final de R$ 500 mil, garantidas por alienação fiduciária.
O valor negociado ficou 63% acima do custo de aquisição, gerando lucro contábil de R$ 3,6 milhões (R$ 0,02 por cota). A transação apresentou taxa interna de retorno de 15,4% ao ano ao longo de quase 14 anos, em linha com o laudo de avaliação vigente, o que evidencia disciplina na execução e na precificação dos desinvestimentos.
A operação marca a 32ª venda desde 2019 dentro da estratégia de reciclagem, que busca otimizar a composição do portfólio e elevar a rentabilidade ajustada ao risco. No ciclo atual, o fundo imobiliário RBVA11 já somou mais de R$ 309,6 milhões em alienações, com lucro superior a R$ 104 milhões, reduzindo a exposição bancária e reforçando liquidez para novas alocações.
Ao fim de abril, o ativo total alcançou R$ 1,904 bilhão, dos quais R$ 1,742 bilhão estavam alocados em imóveis. O portfólio incluía ainda R$ 65,19 milhões em FIIs, R$ 40,99 milhões em renda fixa e caixa, e R$ 55,37 milhões em valores a receber, oferecendo fontes diversificadas de receita e liquidez.
Do lado do passivo, as obrigações totalizavam R$ 235,96 milhões, sendo R$ 182,45 milhões relacionados a aquisições e CRIs a pagar. O patrimônio líquido do RBVA11 era de R$ 1,668 bilhão, com 156.143.050 cotas emitidas e cota patrimonial de R$ 10,69, sinalizando base sólida para sustentar a estratégia e os proventos.