A SNAG11 ganha tração com a revisão para cima da Abiove sobre a soja em 2026, reforçando o apetite por crédito privado no campo. A entidade agora projeta processamento de 62,5 milhões de toneladas, alta de 6,5% sobre 2025, em um ambiente de safra estimada em 180,1 milhões de toneladas. Esse pano de fundo sustenta a tese do fundo e amplia a visibilidade para emissão de novos papéis.
Em abril, o fundo figurou entre os destaques na B3, com volume médio diário de R$ 4,27 milhões, cerca de 10,5% do total dos dez maiores fiagros. O desempenho acompanha a expansão patrimonial e a base de cotistas, elementos que consolidam a liquidez secundária e a profundidade do book.
Após a quinta emissão, o SNAG11 captou R$ 301,4 milhões, superando em cerca de R$ 100 milhões a meta inicial. Com isso, o patrimônio atingiu R$ 927,66 milhões e o número de investidores chegou a 130 mil, poucos meses depois de ultrapassar 120 mil. O movimento indica confiança do mercado e aderência da tese.
SNAG11 amplia presença com foco em irrigação agrícola
Do montante captado, 39,2% devem ir para operações de irrigação, eixo estratégico para elevar produtividade e reduzir riscos climáticos. Em cerimônia na B3, Victor Duarte, CIO da Suno Asset, citou a carência de armazenagem e logística como gargalos do agronegócio, reforçando a relevância de soluções integradas. A ênfase em infraestrutura crítica dialoga com a maior oferta de crédito e a expansão dos fiagros.
Desde o início, o desempenho acumulado do fundo alcança 79,9%, superando CDI líquido (47,5%), IFIX (37,2%) e IPCA + 7% (50,5%). Em janeiro de 2026, o excesso de retorno sobre o CDI no acumulado do período foi de 8,88%, sinalizando consistência na entrega de alpha em ciclos distintos de juros.
Os indicadores operacionais seguem sólidos: em abril, distribuição de R$ 0,12 por cota, com dividend yield anualizado de 14,24%. A carteira terminou o mês com yield all in de 16,94%, remuneração média de CDI + 2,0% e inadimplência zerada, combinação que fortalece a previsibilidade de caixa.
A alocação prioriza emissores estratégicos da cadeia: sementes, armazenagem, irrigação, proteínas e produção agrícola. Na CRA Boa Safra, o foco recai em produtores recorrentes com histórico operacional e uso de sementes de alta tecnologia, o que eleva a previsibilidade e dilui riscos típicos do crédito agro. Em um ciclo de juros ainda elevados, a inadimplência zerada reforça a resiliência do portfólio e a aderência do mandato à nova dinâmica do setor puxada pela SNAG11.