O fundo imobiliário SNEL11 confirmou a distribuição de R$ 0,10 por cota aos investidores com posição até 15 de maio de 2026, com pagamento em 25 de maio de 2026. Com base no preço de fechamento de abril, em R$ 8,56 por cota, o provento implica um dividend yield mensal aproximado de 1,17%. O fundo atua no segmento de infraestrutura com foco em geração distribuída de energia solar, beneficiando-se do regime de isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas, conforme a legislação aplicável a FIIs listados.
No trimestre recente, o SNEL11 registrou forte avanço em sua base de cotistas, alcançando 95 mil investidores. O salto representa crescimento de cerca de 35,7% ante o início de fevereiro de 2026, quando somava aproximadamente 70 mil participantes. O movimento reflete a maior procura por teses ligadas à transição energética e à previsibilidade de fluxo de caixa em segmentos regulados.
A gestão destacou que distribuiu R$ 0,10 por cota referente ao resultado de março, valor que corresponde a um dividend yield anualizado próximo de 14,97% considerando o preço de fechamento do período. Entre os vetores de sustentação do desempenho, aparecem contratos de longo prazo e a consolidação do pipeline de usinas solares em operação.
O avanço do SNEL11 ocorre em paralelo à expansão das fontes renováveis no país. Segundo o Ministério de Minas e Energia, aproximadamente 89% da nova capacidade adicionada ao SIN em 2025 veio de fontes limpas, com 704 MW incorporados e potência instalada total atingindo cerca de 259,5 GW. Esse pano de fundo reforça a atratividade de ativos de geração distribuída no mercado de capitais.
O fundo vem ampliando sua exposição à energia solar, com patrimônio líquido acima de R$ 905 milhões. Seu portfólio reúne 20 usinas solares distribuídas em oito estados brasileiros, buscando diluição de riscos operacionais e regulatórios por meio da diversificação geográfica e de contratos.
Para os próximos meses, a gestão projetou distribuição entre R$ 0,10 e R$ 0,11 por cota, condicionada à evolução operacional, aos reajustes tarifários e à energização de novos projetos. Ao investir no segmento, o SNEL11 oferece alternativa de acesso à tese de energia renovável por meio de FIIs, combinando renda isenta para pessoa física e exposição a um setor em expansão.