O destaque do mês ficou com o TRXF11, que registrou o maior volume financeiro negociado entre os fundos imobiliários da B3 em fevereiro, segundo a DataWise+. Em seguida, vieram XPML11 e KNCR11, evidenciando a força de veículos com ampla base de cotistas e presença consolidada no mercado secundário. O volume movimentado indica a liquidez, sinalizando a facilidade de compra e venda das cotas dos fundos imobiliários.
A liderança do TRXF11 sugere forte interesse do mercado e possível efeito de rebalanceamentos institucionais. Já o XPML11, exposto a shopping centers, mantém a tração apoiado na recuperação gradual do varejo físico. O KNCR11, por sua vez, destaca a atratividade dos recebíveis, oferecendo exposição ao imobiliário por meio de CRIs e gestão ativa de risco de crédito.
Entre os segmentos, a logística manteve relevância. BTLG11 e HGLG11 figuraram entre os mais negociados, beneficiados por contratos de locação previsíveis e demanda estrutural por armazenagem. Essa resiliência operacional continua a atrair investidores em busca de estabilidade de fluxos e potencial de valorização de ativos em hubs estratégicos.
O MXRF11, com a maior base de cotistas da B3, reafirmou sua alta liquidez. Sua estratégia diversificada e histórico de distribuição de rendimentos favorecem a penetração entre pessoas físicas, contribuindo para spreads menores e execução mais ágil em momentos de volatilidade.
A liquidez segue como fator decisivo na alocação. FIIs mais líquidos tendem a apresentar menor custo de transação e maior previsibilidade de execução, atributos valorizados tanto por investidores táticos quanto por perfis de longo prazo. Ainda assim, volume negociado não equivale a desempenho superior; é um termômetro da intensidade de negociações, não da qualidade intrínseca dos ativos.
No mercado secundário, fevereiro mostrou concentração em casas e portfólios reconhecidos, do tijolo aos recebíveis. O PMLL11 completou o top 10, reforçando a presença de gestores de grande porte. Para decisões mais robustas, além da palavra-chave de foco, pesam fundamentos como qualidade dos imóveis, diversificação, governança e histórico de rentabilidade.