O fundo imobiliário de energia solar SNEL11 (SNEL11) ultrapassou 140 mil cotistas nesta terça-feira (29), marcando novo recorde poucos dias após superar 135 mil investidores, em 22 de setembro. O avanço ocorreu no mesmo dia em que a gestora participou da abertura do pregão da B3 para celebrar a quinta emissão de cotas, que captou aproximadamente R$ 1,01 bilhão.
A expansão da base acompanha o aumento do patrimônio. Com a nova captação, o fundo chegou ao evento com patrimônio líquido de cerca de R$ 1,89 bilhão e dividend yield informado de 15,38% ao ano. Desde janeiro, a base praticamente dobrou, saindo de aproximadamente 65 mil investidores, um crescimento de cerca de 115% em pouco mais de oito meses.
- Base de cotistas ultrapassa 140 mil, após 135 mil em 22 de setembro
- Quinta emissão de cotas movimenta aproximadamente R$ 1,01 bilhão
- Patrimônio líquido alcança cerca de R$ 1,89 bilhão
- Dividend yield informado de 15,38% ao ano
- Portfólio com 37 usinas operacionais e 149,4 MWp em agosto
- Aquisição de 28 novos projetos adiciona 116,68 MWp por cerca de R$ 565 milhões
- Potencial para atingir até 400 MWp de capacidade instalada
- Suno Asset ultrapassa R$ 6 bilhões sob gestão e 350 mil clientes
SNEL11: expansão de base e captação bilionária
A marca de 140 mil cotistas reforça o ritmo de crescimento observado em 2026. Em janeiro, o fundo contabilizava cerca de 65 mil investidores. Em meados de setembro, alcançou 130 mil; na semana seguinte, superou 135 mil; e, sete dias depois, rompeu a barreira dos 140 mil.
A captação da quinta emissão, de aproximadamente R$ 1,01 bilhão, é a primeira operação da gestora a superar R$ 1 bilhão. A celebração ocorreu na B3, no pregão de abertura. Com os recursos, o patrimônio líquido do fundo se aproximou de R$ 1,89 bilhão, conforme dados apresentados pela gestora.
O fundo informa dividend yield de 15,38% ao ano. O indicador reflete a relação entre os dividendos distribuídos e o preço das cotas. A métrica é divulgada pela gestora e serve como referência de rendimento projetado, sem constituir promessa de rentabilidade.
SNEL11: carteira e estratégia priorizam usinas operacionais
A estratégia do fundo no segmento de geração distribuída de energia solar passou por ajustes recentes. Segundo Vitor Duarte, CIO da Suno Asset, o SNEL11 vem reduzindo a exposição a obras e alocando capital preferencialmente em usinas já operacionais, com menor risco de atraso.
“O SNEL11 começou como um fundo pequeno, fazendo obra. Com o tempo, a gente foi dando uma ‘cara’ para ele menos arriscada, menos com risco de atraso de obra, que talvez seja o maior problema desse segmento. Então, desde a terceira oferta, a gente vem alocando capital em usinas já performadas, em usinas já prontas”, afirmou.
Ao fim de agosto, o portfólio somava 37 usinas em operação, com aproximadamente 149,4 MWp de capacidade instalada. MWp é a potência de pico, medida de capacidade sob condições de teste padrão.
Em setembro, o fundo formalizou a compra de 28 novos projetos de geração distribuída, que acrescentam 116,68 MWp, em operação avaliada em cerca de R$ 565 milhões. Com os ativos adquiridos e os recursos levantados na quinta emissão, o executivo projeta portfólio de até 400 MWp.
Segundo Duarte, essa capacidade pode atender energeticamente cerca de 100 mil residências, considerando parâmetros médios de consumo. O direcionamento a ativos “prontos” busca acelerar a geração de receitas e reduzir incertezas de execução.
O crescimento do fundo ocorre em paralelo ao avanço da plataforma da gestora. Durante o evento na B3, a Suno informou ter ultrapassado R$ 6 bilhões em patrimônio sob gestão e superar 350 mil clientes.
Tiago Reis, fundador da Suno Research, associou o aumento da demanda por produtos da gestora à busca por fontes de renda de longo prazo, em meio a desafios previdenciários. “As pessoas vão precisar de uma renda no momento que elas se tornam economicamente inativas. E o problema previdenciário é um problema global (…). A previdência estatal se mostra insuficiente”, disse.
Reis ressaltou a migração da Suno de um negócio concentrado em educação financeira para uma plataforma com produtos de investimento. “O SNEL11 endereça esse ‘risco’, pelo menos parte desse risco, das pessoas construírem a sua aposentadoria. Nós pagamos dividendos mensais, frutos do setor elétrico.”
No recorte de 2026, a trajetória do fundo combina captação, crescimento do patrimônio e ampliação da base, em linha com a expansão do portfólio de usinas fotovoltaicas e contratos de longo prazo vinculados aos projetos.