O RBVA11 concluiu a venda de um imóvel na Via Anchieta, em São Paulo, por R$ 7,3 milhões, com pagamento integral à vista. A transação, comunicada por fato relevante, gerou lucro de R$ 3,86 milhões, equivalente a aproximadamente R$ 0,025 por cota, reforçando a eficiência da gestão ativa do fundo.
O ativo era ocupado pela Caixa Econômica Federal como locatária e foi alienado por um valor cerca de 130% superior ao custo de aquisição. O preço ficou alinhado ao laudo técnico, resultando em R$ 4.089,64 por metro quadrado, o que indica aderência a parâmetros de mercado e disciplina na execução.
A operação proporcionou aproximadamente R$ 3,2 milhões em liquidez líquida ao RBVA11, já descontadas as comissões. Esses recursos podem ser direcionados para novas aquisições, reforço de caixa ou otimização da estrutura de capital, ampliando a flexibilidade para decisões táticas de alocação.
Estratégia e desempenho do RBVA11
A taxa interna de retorno (TIR) da transação alcançou 18,3% ao ano ao longo de 13 anos, considerando todas as entradas e saídas de caixa do ciclo do ativo. Esse desempenho evidencia consistência na geração de valor e na seleção de propriedades com perfil defensivo e potencial de valorização.
A administração destacou que a venda integra a estratégia de reciclagem de portfólio do fundo, priorizando ativos de maior qualidade, localização e liquidez. Desde 2019, foram vendidos 31 imóveis, somando R$ 299,1 milhões em volume e R$ 99,9 milhões em lucro acumulado para os cotistas, resultado que reforça a eficácia do modelo de gestão.
No impacto setorial, a participação do segmento bancário na receita contratada do RBVA11 sofreu redução marginal, de 22,5% para 22,2%. A mudança contribui para maior diversificação e equilíbrio da base de receitas, mitigando riscos de concentração e fortalecendo a resiliência do portfólio.
A venda na Via Anchieta demonstra capacidade de execução e timing na realização de ganhos. A alocação eficiente do capital liberado, somada à disciplina de preços e à governança na avaliação de ativos, sustenta a tese de gestão ativa e a busca por retornos ajustados ao risco em benefício dos investidores do RBVA11.