O RBVA11 (Rio Bravo Renda Varejo) anunciou que pagará R$ 0,09 por cota em 15 de outubro, referente ao resultado de setembro. Terá direito ao provento quem estiver posicionado até o fechamento do pregão de 30 de setembro, a data-base definida para esta distribuição. A gestão manteve o guidance de R$ 0,09 por cota ao mês para o segundo semestre, com base no resultado recorrente e em potenciais ganhos de capital com vendas de imóveis.
O fundo informou que, para pessoas físicas que atendam aos requisitos legais, os valores distribuídos são isentos de Imposto de Renda. O crédito em conta ocorrerá na data informada pelas instituições escrituradoras.
- Pagamento: R$ 0,09 por cota em 15 de outubro
- Direito ao provento: posição até 30 de setembro (data-base)
- Isenção: pessoas físicas elegíveis, conforme legislação
- Guidance: R$ 0,09 por cota/mês no 2º semestre de 2026
- Resultado de agosto: R$ 0,106 por cota; distribuição: R$ 0,09
- Vacância física: 8,3%; ABL de 299,8 mil m²; 74 imóveis
- Patrimônio líquido: R$ 1,76 bilhão; mais de 96 mil cotistas
No patamar atual, um investidor com 1.000 cotas receberá R$ 90 nesta distribuição. A manutenção do valor tem como objetivo suavizar o fluxo de pagamentos no semestre, período para o qual a gestora prevê resultados não recorrentes.
RBVA11: distribuição de rendimentos e data-base
O pagamento de R$ 0,09 por cota mantém a linha praticada ao longo de 2026. A gestão reforçou no relatório de agosto que o guidance, entendido como indicação de distribuição esperada, considera o resultado operacional e a estratégia de reciclagem do portfólio, com alienações seletivas de ativos para captura de ganhos de capital.
Terão direito aos rendimentos os cotistas com posição até a data-base de 30 de setembro. Quem adquiriu cotas a partir de 1º de outubro não participa desse crédito. A referência para o pagamento é o mês de setembro, conforme comunicado do fundo.
Em agosto, o RBVA11 apurou resultado de aproximadamente R$ 17,5 milhões, equivalentes a R$ 0,106 por cota. Naquele mês, distribuiu cerca de R$ 14,87 milhões, ou R$ 0,09 por cota. O excedente não distribuído compõe a reserva para a linearização dos pagamentos nos meses seguintes, seguindo a diretriz da gestão.
No acumulado de julho e agosto, o resultado somou R$ 32,02 milhões, ou R$ 0,194 por cota. As distribuições nesse intervalo atingiram R$ 29,75 milhões, ou R$ 0,18 por cota. Esses dados refletem a diferença entre o desempenho mensal e a política de distribuição que visa reduzir a volatilidade dos proventos dentro do semestre.
Segundo o relatório gerencial, o resultado de agosto foi impactado positivamente por R$ 5 milhões recebidos como parte de acordo com o Santander (SANB11), relacionado à desocupação do imóvel de Jundiaí, incluindo multa e indenização. Após a devolução, parte do ativo foi locada à Geo Cosméticos, o que contribui para a recomercialização do espaço e mitigação de vacância.
RBVA11: resultados, guidance e portfólio
A Rio Bravo estimou, no relatório de agosto, um resultado recorrente próximo de R$ 0,062 por cota ao mês para o segundo semestre. Essa estimativa considera os impactos de imóveis vagos, agências bancárias desocupadas e ativos ainda em fase de recomercialização. Com contratos já assinados e a potencial ocupação de áreas em negociação, a gestão projeta que o resultado recorrente possa alcançar aproximadamente R$ 0,075 por cota. A projeção não constitui promessa ou garantia de desempenho futuro.
Em termos operacionais, o fundo encerrou agosto com 74 imóveis e cerca de 299,8 mil metros quadrados de ABL (área bruta locável). A vacância física estava em 8,3%. O patrimônio líquido de referência era de aproximadamente R$ 1,76 bilhão, com base no último relatório, e a base de investidores superava 96 mil cotistas.
O RBVA11 tem perfil de gestão ativa, com foco em imóveis utilizados por operações de varejo. Entre os principais locatários por participação no ativo, figuravam Cogna (COGN3), Assaí (ASAI3), Caixa, GPA (PCAR3), Centauro (SBFG3), Estácio e Santander (SANB11). A concentração por inquilinos e setores é acompanhada pela gestão para mitigar riscos de vacância e inadimplência.
A recomercialização de espaços vagos segue em curso. O relatório apontou negociações em diferentes estágios em localidades como Liberdade, Jundiaí, Recife, Fortaleza e Santo André, incluindo contratos já assinados, propostas aprovadas e tratativas comerciais em andamento, conforme cada ativo.
Na frente de reciclagem de portfólio, o fundo tinha cerca de R$ 16,75 milhões em parcelas futuras de vendas a receber entre o segundo semestre de 2026 e 2027. Esses valores estão associados a imóveis e participações em Haddock Lobo, Nilo Peçanha, São Gonçalo Centro, São Gonçalo Alcântara, Senador Queirós e a cotas de Iguatemi (IGTI11).
Com a estratégia de linearização das distribuições e a expectativa de receitas extraordinárias ao longo do semestre, o RBVA11 confirmou o novo pagamento de R$ 0,09 por cota, com crédito programado para 15 de outubro e referência aos resultados de setembro.