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GARE11 conclui compra de galpão por R$ 119,8 milhões

GARE11 conclui compra de galpão por R$ 119,8 milhões
Imagem gerada por IA

O fundo imobiliário GARE11 (Guardian Real Estate) concluiu a compra de um galpão logístico em Itapevi (SP) por R$ 119,81 milhões, por meio do veículo Guardian Prime Log FII. A transação, estruturada com pagamento parcelado, reforça a estratégia de ampliar a exposição ao segmento logístico e ocorre em meio ao reposicionamento da carteira para equilibrar ativos logísticos e imóveis de renda urbana.

Segundo fato relevante, a primeira parcela, de R$ 101,7 milhões, foi paga na assinatura da escritura. O saldo remanescente será quitado em julho de 2028, com correção pelo IPCA, mantendo impacto limitado na estrutura de capital do fundo, conforme a administradora.

A gestora informou que a aquisição deve gerar rentabilidade média ponderada de dois dígitos nos cinco primeiros anos, já líquido dos custos da operação. O retorno esperado supera o guidance atual de dividendos do fundo, sem considerar possíveis reajustes reais dos aluguéis.

  • Valor da transação: R$ 119,81 milhões, com pagamento parcelado
  • Parcela inicial de R$ 101,7 milhões paga na escritura
  • Saldo a pagar em jul/2028, corrigido pelo IPCA
  • Obrigações futuras estimadas em cerca de R$ 18 milhões
  • Ativo 100% locado ao Grupo Carrefour (CRFB3) até dez/2029, contrato típico
  • ABL de aproximadamente 34,3 mil m² em terreno superior a 405 mil m²
  • Potencial de expansão de área refrigerada e de valorização da receita
  • Recursos para a parcela inicial provisionados desde jan/2026
  • Aquisição integra o rebalanceamento entre logística e renda urbana
  • Venda de parte de imóveis locados ao Atacadão para reduzir concentração

GARE11: estrutura da operação e impactos financeiros

A operação foi realizada por meio do veículo Guardian Prime Log FII, com desembolso imediato de R$ 101,7 milhões e pagamento do saldo apenas em 2028, ajustado pelo IPCA. De acordo com a gestora, a modelagem preserva a flexibilidade financeira do fundo ao escalonar o passivo.

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A administradora indicou que os recursos para a parcela inicial estavam provisionados desde janeiro de 2026. Assim, a aquisição tem efeito limitado na estrutura de capital, restando obrigação futura de aproximadamente R$ 18 milhões até a liquidação final.

A gestora projeta rentabilidade média ponderada de dois dígitos para os cinco primeiros anos, já descontados os custos da transação. O retorno esperado supera o guidance de dividendos atual do fundo, sem incorporar eventuais reajustes reais dos aluguéis do imóvel ao longo do período.

A compra se insere no processo de reposicionamento da carteira, com maior equilíbrio entre ativos logísticos e imóveis de renda urbana. A inclusão do novo ativo logístico tende a alterar temporariamente a composição do portfólio.

GARE11: detalhes do ativo logístico e locação

O imóvel fica às margens da Rodovia Presidente Castelo Branco, em Itapevi, com cerca de 34,3 mil m² de área bruta locável, implantados em terreno superior a 405 mil m², além de área adjacente. A combinação de armazenagem seca e refrigerada possibilita operações com diferentes perfis de cadeia de suprimentos.

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O ativo está integralmente locado ao Grupo Carrefour (CRFB3), que utiliza o espaço como centro estratégico de abastecimento de sua rede no estado de São Paulo. O contrato é do tipo típico, com vencimento em dezembro de 2029.

Segundo a gestora, o histórico de relacionamento com o locatário sinaliza positivamente para uma eventual renovação contratual. A avaliação indica, ainda, potencial de expansão da área refrigerada e de incremento de receita de locação, fatores que podem elevar a rentabilidade do ativo nos próximos anos.

GARE11: rebalanceamento de carteira e concentração de receita

A aquisição faz parte do rebalanceamento do portfólio anunciado anteriormente. Em junho, o fundo informou a venda de parte dos imóveis de renda urbana locados ao Atacadão, empresa do Grupo Carrefour.

O objetivo foi reduzir a concentração de receita em um único locatário e abrir espaço para novas aquisições, sem aumentar a exposição ao mesmo grupo econômico. De acordo com a gestora, a mudança na composição da carteira será parcialmente compensada após a conclusão das alienações já comunicadas ao mercado.

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Com a entrada do ativo logístico e a continuidade do plano de desinvestimentos selecionados, o fundo busca adequar a alocação entre logística e renda urbana, mantendo a disciplina financeira e a diversificação de receitas.

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