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XP vê 2026 favorável para fundos imobiliários com Selic menor

XP vê 2026 favorável para fundos imobiliários com Selic menor
Imagem gerada por IA

O mercado de fundos imobiliários tende a entrar em 2026 com vento a favor, apoiado por inflação em desaceleração e cortes graduais da Selic. Segundo o Outlook Fundos Listados 2026, da XP, a taxa básica pode encerrar o ano em 12,5%, o que favorece ativos de renda recorrente e melhora o prêmio de risco dos FIIs frente à renda fixa.

A XP avalia que o ciclo é mais construtivo, sobretudo para fundos de tijolo, ainda negociados a níveis atrativos. A sensibilidade desses veículos aos juros amplia o potencial de valorização em um ambiente de afrouxamento monetário, embora o gestor recomende postura defensiva diante de incertezas globais e domésticas.

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Entre segmentos, lajes corporativas avançam com o retorno ao trabalho presencial, elevando ocupação e suportando reajustes seletivos. Em São Paulo, mesmo ativos bem localizados seguem com desconto, abrindo espaço para compressão de cap rates conforme a confiança melhora.

Os fundos logísticos seguem sustentados por demanda sólida, puxada pelo e-commerce e por cadeias mais eficientes. A vacância está em patamares historicamente baixos, enquanto os aluguéis mantêm trajetória de alta, reforçando resultados operacionais e potencial de distribuição.

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No varejo físico, shopping centers mostram estabilidade: ocupação elevada, inadimplência controlada e vendas resilientes. O crescimento esperado é mais moderado, mas a previsibilidade de caixa agrada perfis que buscam renda com volatilidade contida no ciclo.

Os fundos de recebíveis preservam perfil defensivo, oferecendo proteção parcial em cenários de oscilação. Ainda assim, a XP alerta para possível redução na distribuição ao longo de 2026, à medida que a Selic recua e os rendimentos atrelados a índices de preço e CDI cedem.

No balanço, os fundos imobiliários entram em 2026 combinando fundamentos operacionais sólidos com múltiplos atrativos. Fundos de tijolo devem se beneficiar mais da queda dos juros, enquanto crédito imobiliário tende a ajustar seus yields. O cenário é favorável, mas requer seletividade e gestão ativa do risco.

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