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FIIs de shopping centers superam IFIX em 2025 e 2026

FIIs de shopping centers superam IFIX em 2025 e 2026
Imagem gerada por IA

O setor de shopping centers nos FIIs segue em trajetória de recuperação ao longo de 2025 e no início de 2026, superando o IFIX e mostrando melhora gradual dos indicadores. Relatório do Itaú BBA aponta valorização média ponderada de 25,2% em 2025 e rentabilidade acumulada de 2,91% em 2026, reforçando a resiliência do segmento mesmo com juros elevados e política monetária restritiva.

A performance acima da média é sustentada pela continuidade da melhora operacional e pelo aumento das transações entre fundos, que ganham protagonismo em um mercado de capitais mais seletivo. Entre os destaques, o setor movimentou R$ 200,9 bilhões em 2025 (+1,2% ante 2024) e alcançou a marca de 658 empreendimentos ao fim do ano, segundo a Abrasce, sinalizando estabilidade nas vendas e confiança na retomada do consumo.

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Fundamentais em melhora e expansão da malha

A Abrasce indica que as vendas devem crescer mais 1,4% em 2026, alcançando R$ 203,7 bilhões. A expansão física acompanha o ciclo: foram 10 inaugurações em 2025 e a expectativa é de mais 11 shoppings em 2026. Esse avanço da ABL reforça a visão construtiva para os próximos trimestres, com estabilização dos indicadores e maior eficiência operacional.

No front de alocação, operações entre fundos como XPML11 (XP Malls) e BBIG11 (BB Premium Malls FII) ilustram aquisições e desinvestimentos táticos. Essas movimentações, avaliadas pelo Itaú BBA, buscam otimização de capital, qualificação de portfólios e destravamento de valor, gerando potenciais ganhos não recorrentes aos cotistas em ambiente de menor volume de ofertas.

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Apesar do progresso, os FIIs de shopping centers ainda negociam com desconto frente ao valor patrimonial, refletindo o patamar elevado de juros. Entre os nove fundos avaliados pelo banco, cinco têm recomendação de compra e quatro, neutra; o BBIG11 foi elevado após desinvestimentos e ajuste de alavancagem, evidenciando a disciplina na gestão.

A perspectiva segue positiva: com fundamentos em recuperação, dinâmica ativa de transações e possível normalização gradual dos juros, a compressão do desconto tende a ocorrer ao longo do tempo. Para investidores, o segmento combina diversificação, potencial de valorização e exposição à retomada do varejo físico, com operacional em evolução e governança cada vez mais focada em eficiência.

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