O mercado de fundos imobiliários movimentou R$ 8,5 bilhões em fevereiro de 2026, com volume médio diário (ADTV) de R$ 475 milhões, segundo a B3. O TRXF11 liderou as negociações, com ADTV de R$ 25,9 milhões e participação de 5,4% do total no período. Em seguida, o XPML11 registrou R$ 23,3 milhões (4,9%), enquanto o KNCR11 somou R$ 20,4 milhões (4,3%), consolidando o trio mais negociado do mês.
Os números se referem à média diária de cada fundo ao longo de fevereiro, e não ao volume mensal individual por ativo. Essa métrica permite comparar a liquidez relativa entre os principais FIIs e avaliar a consistência do fluxo de negociação no curto prazo.
Em 2026, o impulso do mercado é evidente: nos dois primeiros meses, o ADTV da classe atingiu R$ 508 milhões, avanço de 49,8% frente à média de 2025. Esse salto sugere maior apetite do investidor por renda passiva, diversificação e exposição imobiliária via bolsa.
Com 432 fundos listados ao fim de fevereiro, o segmento ampliou sua profundidade. O patrimônio líquido total alcançou aproximadamente R$ 200 bilhões, superando os R$ 166 bilhões de um ano antes. Esse incremento reflete emissões, reprecificação de ativos e maior capilaridade de estratégias setoriais.
A base de investidores também cresceu de forma consistente, atingindo 3,076 milhões em fevereiro, ante 2,787 milhões no mesmo mês de 2025. A maior participação de pessoas físicas aponta para maturidade do ecossistema e para a democratização do acesso a produtos de renda variável.
As pessoas físicas seguem protagonistas nos FIIs: responderam por 47,3% do volume negociado no mês e por 73,6% da posição em custódia. A representatividade desse público reforça o papel dos fundos imobiliários como porta de entrada ao mercado, aliando distribuição periódica de rendimentos e liquidez diária.
O avanço do ADTV, a expansão do patrimônio e o engajamento do investidor individual consolidam a tendência de crescimento dos fundos imobiliários no início de 2026. Com mais produtos e maior liquidez, o segmento se afirma como pilar relevante do mercado de capitais brasileiro.