O fundo imobiliário VVMR11 (Tellus Healthcare & Mixed-Use FII) comunicou que recebeu, em 29 de junho de 2026, notificação de uma clínica de saúde manifestando a intenção de rescindir, de forma antecipada, o contrato de locação atípico do imóvel situado na Avenida Angélica, nº 2.029, bairro da Consolação, em São Paulo. O fato relevante foi divulgado em 10 de julho.
A gestão do fundo informou que não anuiu com a rescisão, que foi proposta unilateralmente pela locatária, e que não renunciou a qualquer direito contratual. A administradora reforçou que exigirá o cumprimento integral das obrigações assumidas pela inquilina, conforme as cláusulas vigentes.
- Notificação recebida em 29/06/2026; fato relevante em 10/07
- Rescisão antecipada proposta pela locatária, sem anuência do fundo
- Contrato atípico na modalidade built-to-suit, com regras rígidas de saída
- Medidas: apuração e cobrança de créditos e multa, preservação de garantias e reposicionamento do imóvel
- Fundo afirma que segue honrando obrigações, inclusive lastros em CRIs
- Sem estimativas divulgadas sobre impacto financeiro ou em rendimentos até o momento
- Indicadores: PL de R$ 238,8 milhões, VP R$ 84,57/cota, preço de R$ 82,99 (30/07/2026), P/VP de 0,98 e dividend yield de 1,45% em 12 meses (Funds Explorer)
Gestão do VVMR11 preserva garantias e cobra obrigações
Segundo a gestora, o imóvel está vinculado a um contrato de locação atípico na modalidade built-to-suit. Nesse modelo, o proprietário desenvolve ou adapta o ativo para atender as necessidades específicas do inquilino. Em decorrência do investimento direcionado, os contratos costumam prever regras mais restritivas para a saída antecipada, como multas relevantes e mecanismos de proteção ao locador.
No comunicado, a administração declarou que adotará medidas para resguardar o interesse do fundo. Essas providências incluem a apuração e a cobrança dos créditos relacionados à locação, como a multa rescisória, além da preservação das garantias previstas em contrato.
O fundo também informou que, paralelamente às medidas de cobrança, trabalhará no reposicionamento do imóvel. Esse processo envolve a análise de mercado, eventuais adaptações físicas necessárias e a prospecção de novos locatários compatíveis com o perfil do ativo e da estratégia da carteira.
Obrigações e impactos: VVMR11 mantém rotinas financeiras
A gestora destacou que o evento não compromete, neste momento, a capacidade do fundo de honrar seus compromissos legais e financeiros. De acordo com o comunicado, o fundo seguirá cumprindo as obrigações assumidas, em especial aquelas associadas aos Certificados de Recebíveis Imobiliários lastreados no contrato do imóvel.
Ainda não há estimativas sobre impactos financeiros decorrentes da rescisão pretendida pela locatária. O fundo não projetou, até a data da divulgação, efeitos sobre a distribuição de rendimentos, tampouco indicou prazos para a conclusão do reposicionamento do imóvel.
A administração afirmou que manterá os cotistas informados sobre os desdobramentos do caso e sobre a evolução das medidas adotadas, incluindo a cobrança de créditos, a execução de garantias, se necessário, e o andamento das negociações relacionadas à ocupação futura do ativo.
Contexto e indicadores do VVMR11
O fundo reporta patrimônio líquido de aproximadamente R$ 238,8 milhões. O valor patrimonial por cota é de R$ 84,57. A liquidez média diária gira em torno de 63,6 mil negociações, de acordo com dados mais recentes.
Em 30 de julho de 2026, as cotas eram negociadas a R$ 82,99, o que representava um P/VP de 0,98. No acumulado de 12 meses, o indicador de dividend yield estava em 1,45%, segundo o Funds Explorer.
O imóvel objeto da notificação integra a estratégia do fundo voltada a ativos de saúde e de uso misto. A efetivação de medidas jurídicas e a defesa das garantias contratuais são etapas previstas pela gestão diante da tentativa de rescisão unilateral, em linha com as práticas de contratos atípicos do tipo built-to-suit.
Os próximos passos dependerão do andamento das tratativas com a locatária e de eventuais medidas judiciais ou extrajudiciais para resguardar os direitos do fundo. Em paralelo, o reposicionamento do ativo deverá considerar a vocação do imóvel, sua localização na Avenida Angélica e a demanda por espaços para operações de saúde e usos correlatos na região.
Enquanto isso, a administração reitera que manterá a execução regular das rotinas financeiras do fundo e a comunicação contínua com o mercado quanto a impactos e prazos, conforme a evolução do caso.