O fundo imobiliário HTMX11 (HTMX11) reportou lucro de R$ 5,32 milhões em agosto de 2026, avanço de 123,53% ante julho, conforme o relatório gerencial de setembro. O resultado equivaleu a R$ 1,84 por cota e ocorreu em um mês em que o fundo manteve os pagamentos e preservou os dividendos do HTMX11 em R$ 1,20 por cota.
Segundo a gestão, a receita operacional de agosto somou R$ 6,07 milhões, com maior contribuição da exploração hoteleira, além de vendas de apartamentos e aplicações em renda fixa. O fundo segue reduzindo a exposição ao segmento de hotéis por meio de alienação de unidades em São Paulo, estratégia em curso desde 2023.
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Principais pontos do mês:
- Lucro de R$ 5,32 milhões (R$ 1,84/cota), alta de 123,53% versus julho
- Distribuição mantida em R$ 1,20/cota; sobre cotação de R$ 136,98, o pagamento representou um dividend yield mensal de aproximadamente 0,88%
- Receitas de R$ 6,07 milhões: R$ 3,50 milhões de exploração hoteleira; R$ 2,30 milhões de venda de apartamentos; R$ 267 mil de renda fixa; despesas de R$ 745 mil
- No acumulado de janeiro a agosto: lucro de R$ 34,19 milhões (R$ 11,84/cota), com receitas de R$ 39,36 milhões e despesas de R$ 5,17 milhões
- Seis apartamentos vendidos em agosto; saída definitiva de dois empreendimentos
- Em 12 meses: yield acumulado de 13,89% sobre o mercado e 12,37% sobre o valor patrimonial
Resultados e dividendos do HTMX11 em agosto
A gestão informou que, apesar do salto no resultado mensal, a distribuição permaneceu em R$ 1,20 por cota. Considerando a cotação de R$ 136,98 adotada no relatório, o pagamento correspondeu a um dividend yield mensal de cerca de 0,88%.
No desempenho operacional de agosto, as receitas atingiram R$ 6,07 milhões. A exploração das unidades hoteleiras respondeu por R$ 3,50 milhões, a venda de apartamentos por R$ 2,30 milhões e as aplicações em renda fixa por R$ 267 mil. As despesas do mês foram de R$ 745 mil.
No acumulado de janeiro a agosto de 2026, as receitas somaram R$ 39,36 milhões e as despesas R$ 5,17 milhões. O lucro do período foi de R$ 34,19 milhões, o equivalente a R$ 11,84 por cota, conforme o relatório gerencial de setembro.
Em base de 12 meses, a gestão reportou yield acumulado de 13,89% sobre o preço de mercado e de 12,37% quando considerado o valor patrimonial das cotas. Esses indicadores medem a relação entre proventos distribuídos e os respectivos preços de referência.
Estratégia e carteira: impactos nos dividendos do HTMX11
A estratégia de desinvestimento em hotéis continuou a orientar as decisões do fundo. Em setembro, o relatório detalha que o portfólio iniciou agosto com 706 apartamentos distribuídos em 15 empreendimentos na cidade de São Paulo.
No período, o fundo alienou seis unidades com transações envolvendo os hotéis Intercity Ibirapuera, Innside Iguatemi, Ibis Budget Paulista, Estanplaza International e Ibis Styles Faria Lima. Com isso, chegou a 642 apartamentos vendidos desde o começo do plano de redução de exposição ao segmento hoteleiro.
Duas dessas operações concluíram a saída definitiva do fundo de empreendimentos específicos. As últimas unidades remanescentes em Intercity Premium Ibirapuera e Ibis Budget Paulista foram vendidas, encerrando a participação do fundo nesses ativos.
A carteira remanescente concentra 66% das unidades em hotéis econômicos, 27% em midscale e 7% em upper midscale. Em termos geográficos, Berrini e Chucri Zaidan somam 73% dos apartamentos, enquanto o Itaim Bibi representa 11% do estoque.
Na administração dos quartos, a Accor responde por 80% do portfólio e a Estanplaza por 19%. Entre as bandeiras, Ibis lidera com 55% das unidades. Esses percentuais reforçam a predominância de operação na categoria econômica sob gestão de redes consolidadas.
Os indicadores operacionais mais recentes, referentes a julho de 2026, apontaram taxa de ocupação de 61%, ligeiramente acima dos 60% de julho de 2025. A diária média foi de R$ 532, e a receita por quarto disponível (RevPAR) — métrica que combina ocupação e tarifa — alcançou R$ 324, aumento de 8% na base anual.
De acordo com a administração do fundo, a demanda de lazer, sobretudo nos hotéis econômicos, contribuiu para sustentar a atividade em um mês impactado por férias escolares e por menor procura corporativa associada à Copa do Mundo. Esse comportamento ajudou a manter a estabilidade operacional mesmo com eventos atípicos no calendário.
No conjunto, os dados operacionais, a continuidade do desinvestimento e a preservação da distribuição indicam um mês de maior geração de caixa com manutenção do nível de proventos, em linha com a política recente do fundo.