O Fundo de Investimento nas Cadeias Produtivas Agropecuárias BTRA11 confirmou a distribuição de R$ 0,90 por cota referente ao resultado de fevereiro, com data-base em 24 de março e pagamento em 31 de março. Apenas investidores posicionados até a data-base terão direito aos proventos. Na cotação de R$ 68,20, o yield mensal estimado é de 1,32%, mantendo a atratividade do fundo para quem busca renda recorrente.
Em linha com a política recente, o valor consolida um novo patamar de remuneração. Entre setembro e dezembro de 2025, o fundo pagava R$ 0,40 por cota; em janeiro de 2026, elevou para R$ 0,80; desde fevereiro, os dividendos do BTRA11 estabilizaram em R$ 0,90, mais que dobrando frente ao período anterior. Esse movimento reforça a consistência operacional e a disciplina na alocação de capital.
No desempenho de fevereiro, a receita bruta atingiu R$ 1,1 milhão (R$ 0,34 por cota), enquanto o resultado líquido foi de R$ 713 mil (R$ 0,21 por cota). Para março, a gestão projeta receita mínima de R$ 0,35 por cota, impulsionada por alocação tática lastreada em área de cana-de-açúcar em parceria com a ACP Bioenergia, uma iniciativa que tende a sustentar a geração de caixa.
Em março, o fundo recebeu R$ 9,9 milhões relacionados à venda da Fazenda Vianmacel, restando R$ 48,8 milhões a receber. Até a quitação, o imóvel permanece em nome do fundo, preservando garantias. A expectativa é encerrar o trimestre com cerca de R$ 25 milhões em caixa, enquanto a gestão do Fiagro BTRA11 avalia novas oportunidades para otimizar o portfólio e ampliar a previsibilidade de rendimentos.
Estratégia e foco em terras agrícolas do BTRA11
A tese de investimento do BTRA11 combina aquisição de terras agrícolas produtivas e em transformação, concentradas nos principais polos do agronegócio. A estrutura operacional privilegia contratos de cessão de direito real de superfície de longo prazo, indexados à inflação, com opção de recompra ao antigo proprietário, calibrando risco e retorno ao ciclo do agronegócio.
O exercício da recompra depende do pagamento de prêmios e da adimplência contratual, alinhando incentivos e mitigando inadimplência. Essa arquitetura permite capturar a valorização fundiária e, ao mesmo tempo, dá flexibilidade para o produtor reaver o ativo, desde que cumpra as condições. Assim, os rendimentos do BTRA11 tendem a refletir tanto a eficiência operacional quanto o ganho de capital ao longo do tempo.