O Brasil e a Coreia do Sul firmaram, no Palácio da Alvorada, um memorando de entendimento para ampliar a cooperação bilateral em energia. O acordo, assinado nesta semana na presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do presidente sul-coreano Lee Jae-myung, prevê ações conjuntas em transição energética, eficiência, redes inteligentes, P&D, capacitação e intercâmbio de especialistas por cinco anos, com renovação automática.
Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), o memorando inclui troca de informações científicas, técnicas e regulatórias, desenvolvimento de projetos-piloto e coordenação em fóruns internacionais do setor. O movimento dá sequência às tratativas iniciadas na visita de Lula à Coreia do Sul, em fevereiro, e indica maior aproximação tecnológica e de negócios no campo das energias limpas.
No mercado doméstico, o fundo imobiliário de geração solar distribuída, o SNEL11, avança em captação e expansão do portfólio. Listado na B3 (B3SA3), o veículo se consolidou como uma das principais portas de acesso para o investidor pessoa física a projetos de geração fotovoltaica conectados à rede de distribuição.
Principais pontos:
- Brasil e Coreia do Sul firmam memorando para cooperação em energia por 5 anos, com renovação automática.
- Ações abrangem transição, eficiência, redes inteligentes, P&D e capacitação técnica, com projetos-piloto e atuação conjunta em fóruns internacionais.
- Oferta do SNEL11 pode elevar o patrimônio líquido de R$ 889,9 milhões para até R$ 3,29 bilhões, conforme prospecto.
- Capacidade instalada pode passar de 149,4 MWp para 635,2 MWp; portfólio pode ir de 37 para 224 projetos, com 187 novos ativos.
- Junho registrou recorde de liquidez: mais de R$ 150 milhões negociados em cotas.
- Base de cotistas cresceu com saldo líquido de 12.361 novos investidores no mês.
- Proventos: 24 meses seguidos de R$ 0,10 por cota; dividend yield mensal próximo de 1,18% com base na cota de maio.
SNEL11 amplia portfólio solar e capacidade
A mais recente oferta do fundo, conforme o prospecto, pode multiplicar por mais de quatro vezes a capacidade instalada dos ativos, de 149,4 MWp para 635,2 MWp. O termo MWp (megawatt-pico) indica a potência máxima de geração sob condições padrão de teste para usinas solares.
O número de projetos pode aumentar de 37 para 224 empreendimentos, com a entrada de 187 novas usinas de geração fotovoltaica. Trata-se de expansão expressiva do pipeline, com foco em geração distribuída, modelo em que a produção ocorre em usinas próximas aos consumidores e conectadas à rede de distribuição local.
O documento do fundo ressalta que as estimativas dependem da colocação integral das cotas e do eventual exercício do lote adicional. A execução do cronograma está sujeita às etapas regulatórias e de mercado, sem garantia de desempenho futuro.
No contexto da política energética, a parceria Brasil–Coreia do Sul cobre frentes como eficiência e redes inteligentes, que podem beneficiar a integração de ativos solares distribuídos. A cooperação técnica e a troca de informações regulatórias tendem a facilitar a adoção de tecnologias e práticas de operação e gestão de redes.
Liquidez recorde e base de cotistas em expansão
Em junho, o fundo registrou o maior volume de negociação de sua história, com mais de R$ 150 milhões movimentados, de acordo com a gestora. A liquidez elevada ocorre em paralelo ao ciclo de captação, em linha com a maior visibilidade do produto no mercado.
A base de investidores também avançou. Até 26 de junho, houve 17.327 entradas e 4.966 saídas de cotistas, resultando em um saldo líquido de 12.361 novos investidores. Esse movimento amplia a pulverização do veículo e a profundidade de mercado para as cotas.
Do lado dos proventos, o fundo completou 24 meses consecutivos distribuindo R$ 0,10 por cota em junho. Tiveram direito ao pagamento os investidores posicionados até o fechamento do pregão de 15 de junho, com pagamento em 25 de junho.
Com base na cota de maio, o valor representou um dividend yield mensal próximo de 1,18%. O indicador relaciona o rendimento distribuído ao preço da cota no período, servindo para dimensionar o fluxo de caixa ao cotista.
A cooperação firmada entre Brasil e Coreia do Sul em energias renováveis aponta para um ambiente de negócios com maior intercâmbio tecnológico. No mercado, o SNEL11 se posiciona para ampliar escala operacional e base de receitas com novos projetos, condicionados ao sucesso da oferta e ao cumprimento das etapas regulatórias previstas.