O SNEL11 publicou, em 17 de setembro de 2026, um fato relevante informando a formalização da aquisição de 28 empreendimentos imobiliários de geração distribuída solar. Os ativos somam 116,68 MWp de potência e 84,45 MW de capacidade instalada, pelo montante total de R$ 565,04 milhões. Os empreendimentos estão localizados em 10 estados brasileiros.
A operação representa uma expansão relevante para o fundo, aumentando sua capacidade instalada e a geração anual estimada, além de ampliar a diversificação geográfica e por distribuidoras.
28 novos ativos ampliam a diversificação do SNEL11
Os novos empreendimentos estão distribuídos entre dez distribuidoras. A maior exposição é da Neoenergia Bahia, com 51,61 MWp, seguida por Equatorial Maranhão, com 13,75 MWp, e Neoenergia Pernambuco, com 13,72 MWp.
Também fazem parte da operação ativos ligados à Equatorial Piauí, Cemig, Equatorial Goiás, Enel Ceará, Elektro, Enel Rio de Janeiro e Energisa Paraíba.
Segundo o fato relevante, a aquisição marca a entrada do fundo em novas concessionárias, incluindo Equatorial Maranhão, Equatorial Piauí, Energisa Paraíba e Enel RJ. Para a gestão, essa expansão contribui para a diversificação do portfólio e para a mitigação de riscos climáticos e operacionais associados a cada concessionária.
Qual é o retorno projetado dos novos ativos?
O conjunto dos 28 empreendimentos apresenta uma TIR real projetada de 16,87% ao ano, mais inflação energética, calculada pela média ponderada dos custos de aquisição de cada ativo.
A operação também deverá acrescentar aproximadamente 215.916 MWh por ano à geração do portfólio consolidado. Com a soma da carteira atual, a geração anual estimada chegará a 464.721 MWh.
Outro ponto destacado no documento é que, no momento do fechamento das respectivas operações, quando a titularidade for transferida ao fundo, 100% dos novos ativos estarão conectados e operacionais.
Como fica o portfólio após as aquisições?
O fato relevante apresenta uma expansão significativa dos principais indicadores do SNEL11.
A capacidade instalada passa de 149,4 MWp para 266,1 MWp, uma alta de 78,1%. Em capacidade instalada medida em MW, o indicador sobe de 110,3 MW para 194,8 MW, crescimento de 76,6%.
Já o número de projetos passa de 37 para 65, aumento de 75,7%. A quantidade de estados em que o fundo está presente sobe de 11 para 14, com a entrada de três novos estados.
A capacidade operacional aumenta de 142,4 MWp para 259,1 MWp, alta de 81,9%. A participação do portfólio em operação passa de 95,3% para 97,4%, avanço de 2,05 pontos percentuais.
Por fim, a geração anual estimada passa de 248.804,5 MWh para 464.721,5 MWh, crescimento de 86,8%.
Como estava o SNEL11 antes da operação?
O relatório gerencial de agosto mostra que, antes dessa expansão, o SNEL11 tinha 37 projetos e 149,4 MWp de capacidade instalada, além de patrimônio líquido de R$ 1,834 bilhão. Naquele mês, a distribuição foi de R$ 0,10 por cota, com Dividend Yield anualizado de 15,54% considerando o preço de fechamento do mês.
O relatório também registrava a quinta emissão pública de cotas, encerrada com captação de R$ 1,01 bilhão, por meio da subscrição de 116,4 milhões de cotas a R$ 8,65 cada. Segundo a gestão, os recursos seriam destinados à aquisição de usinas solares já operacionais.
Considerações finais
A formalização da aquisição dos 28 empreendimentos amplia significativamente a escala do SNEL11. A operação adiciona 116,68 MWp, eleva a capacidade instalada do fundo para 266,1 MWp e aumenta a geração anual estimada do portfólio para aproximadamente 464,7 mil MWh.
Além do crescimento da capacidade, a operação amplia a presença do fundo em diferentes estados e concessionárias. De acordo com a administração e a gestão, as aquisições estão alinhadas à estratégia de crescimento disciplinado, com foco na geração de valor no longo prazo, mantendo padrões de governança, diligência e transparência.
Este conteúdo é exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento. Fundos imobiliários possuem riscos, e rentabilidade passada não garante resultados futuros.