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Juros em queda: 5 perguntas e respostas sobre fundos de papel

Juros em queda: 5 perguntas e respostas sobre fundos de papel

No dia 30 de abril de 2026, foi realizada uma live no canal Funds Explorer com Rodrigo Possenti, da Fator, sendo entrevistado por mim, para discutir um tema que vem ganhando cada vez mais relevância: com a possível queda da taxa de juros, seria o momento para investir em fundos imobiliários de papel?

A conversa passou por pontos importantes, como alocação entre papel e tijolo, estratégia do VRTA11, perspectivas de inflação e possíveis ganhos com a queda dos juros.

Com base nessa conversa, organizamos os principais pontos em formato de perguntas e respostas. Vale lembrar que este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de ivnestimento.

1. Com a queda de juros, é hora de investir em fundos de papel?

Segundo Rodrigo, apesar da expectativa de queda de juros, o cenário ainda envolve incertezas relevantes, como conflitos globais e o ambiente político doméstico.

Por outro lado, a tendência estrutural aponta para juros mais baixos ao longo do tempo. Nesse contexto, os fundos de papel podem se beneficiar por dois principais motivos:

  • Ainda existem fundos negociando com desconto;
  • Fundos atrelados ao IPCA podem se valorizar com a queda dos juros.

Isso ocorre porque a redução das taxas leva à reprecificação dos ativos de crédito, podendo gerar ganho de capital além da renda.

2. Fundos de papel são mais seguros que fundos de tijolo?

A resposta não é simples e depende da característica de cada fundo.

Os fundos de papel possuem vantagens como:

  • Maior diversificação (muitos ativos na carteira);
  • Recebimento mensal da inflação e juros.

Já os fundos de tijolo apresentam:

  • Maior tangibilidade (ativos físicos);
  • Potencial de ganho de capital mais relevante.

No fim, não existe uma resposta única. A alocação ideal depende do perfil do investidor. Para quem está começando, uma divisão mais equilibrada pode fazer sentido, ajustando ao longo do tempo conforme ganha experiência.

3. Qual é a estratégia do VRTA11?

O VRTA11 é um dos fundos mais tradicionais da indústria, com mais de 15 anos de histórico, tendo passado por diferentes ciclos econômicos.

A estratégia do fundo é baseada em:

  • Crédito estruturado com garantias reais;
  • Busca por operações com melhor relação risco x retorno;
  • Predominância de ativos indexados ao IPCA.

Segundo a gestão, o foco não está em buscar o maior retorno possível, mas sim em operações com maior previsibilidade e segurança de pagamento.

Além disso, o fundo combina operações mais conservadoras com uma parcela de maior retorno, buscando equilíbrio na carteira.

4. Com mais inflação, os rendimentos do VRTA11 podem subir?

Como grande parte da carteira é indexada ao IPCA, um cenário de inflação mais elevada tende a impactar positivamente os rendimentos.

No entanto, a gestão destaca um ponto importante:

  • Inflação maior aumenta o rendimento;
  • Mas também pode pressionar os devedores.

Ou seja, é uma dinâmica de “duas vias”: ao mesmo tempo que aumenta o retorno, também exige atenção maior ao risco de crédito.

Além disso, o fundo utiliza estratégias como alavancagem via operações compromissadas para potencializar o retorno da carteira.

5. A queda dos juros pode gerar ganho de capital no VRTA11?

Sim, esse é um dos principais pontos destacados na conversa.

Quando os juros caem:

  • Os ativos de crédito passam a valer mais;
  • A cota patrimonial tende a subir;
  • O investidor pode ter ganho além dos dividendos.

Isso ocorre principalmente nos ativos indexados à inflação, que possuem um componente prefixado. Com a queda das taxas, esses ativos são reprecificados, aumentando o valor da carteira.

Ou seja, além da renda recorrente, existe o potencial de valorização patrimonial em ciclos de queda de juros.

Considerações finais

O cenário de possível queda de juros abre espaço para novas oportunidades dentro do mercado de fundos imobiliários, especialmente no segmento de papel. No entanto, fatores como inflação, risco de crédito e incertezas macroeconômicas seguem sendo determinantes para o desempenho dos fundos.

Fundos com o histórico mais longo e estratégia focada em crédito estruturado, tendem a ser analisados com atenção nesse contexto.

Reforçando: este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento.

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    Daniel Campos
    Daniel Campos Especialista em Fundos Imobiliários
    Daniel Campos possui Certificado Profissional Anbima. Investidor em renda variável desde 2016, é parceiro do Funds Explorer desde 2024.

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