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ALZC11 chega a R$ 250 milhões de patrimônio: conheça a estratégia e os resultados do fundo

ALZC11 chega a R$ 250 milhões de patrimônio: conheça a estratégia e os resultados do fundo

O ALZC11, fundo imobiliário de crédito da Alianza, alcançou aproximadamente R$ 250,5 milhões em patrimônio líquido após sua quarta emissão de cotas. Com foco em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) ligados ao mercado residencial, o fundo busca gerar rendimentos recorrentes por meio de operações estruturadas de crédito.

No relatório gerencial de setembro de 2026, o fundo registrou distribuição de R$ 0,09 por cota, equivalente a um dividend yield anualizado de 14,6%. Mas como funciona sua estratégia e quais são os riscos envolvidos?

ALZC11 chega a R$ 250 milhões de patrimônio

Segundo o relatório gerencial de setembro de 2026, o ALZC11 encerrou o período com patrimônio líquido de R$ 250,5 milhões, cota patrimonial de R$ 8,89 e 11.153 cotistas.

A quarta emissão de cotas captou aproximadamente R$ 83 milhões. De acordo com a gestão, setembro foi o primeiro mês após a oferta e ficou marcado por pequenos ajustes na carteira, incluindo novas aquisições de CRIs nos quais o fundo já possuía participação.

Com essas movimentações, os CRIs voltaram a representar 75% da carteira. O portfólio passou a contar com 23 operações, das quais quatro estavam inadimplentes ou em processo de reestruturação, somando menos de 2% da carteira.

A gestão também destacou o aumento da base de cotistas e da liquidez no mercado secundário, embora tenha ressaltado que ainda era cedo para afirmar que o novo patamar de negociação seria permanente.

Como funciona a estratégia do ALZC11?

O ALZC11 concentra sua atuação em operações de crédito imobiliário residencial, com foco em financiamentos de loteamentos, conclusão de obras e estoques de imóveis.

A estratégia busca operações que ficam fora das linhas tradicionais de financiamento dos bancos, nas quais o fundo pode obter taxas de remuneração mais elevadas.

Essa característica é conhecida como high yield. No entanto, taxas maiores não significam necessariamente risco maior em todas as operações. A estrutura do crédito, as garantias e a capacidade de pagamento dos devedores são aspectos fundamentais.

Segundo a explicação apresentada no vídeo, o fundo utiliza mecanismos para estruturar suas operações e buscar uma relação de risco e retorno adequada:

  • Subordinação: em algumas operações, uma parcela de 15% a 20% do crédito total funciona como camada de proteção, absorvendo perdas antes de atingir os cotistas;
  • Garantias: imóveis, recebíveis, estoques e participações em empresas imobiliárias podem ser vinculados às operações;
  • Pulverização dos recebíveis: os pagamentos podem vir de diversos devedores, reduzindo a dependência de um único pagador.

Esses mecanismos ajudam a estruturar o risco de crédito, mas não eliminam a possibilidade de inadimplência ou perdas.

Como estão distribuídas as operações?

O relatório gerencial mostra que a carteira do ALZC11 possui exposição a diferentes tipos de operações, como loteamentos, crédito corporativo, término de obras, project finance e financiamento de estoques. Os loteamentos representam a principal categoria da carteira.

Em relação aos indexadores, a distribuição apresentada pela gestão é de aproximadamente 75% em IPCA + 12,12% e 25% em DI + 3,65%.

A carteira também possui operações distribuídas por diferentes estados brasileiros, com destaque para São Paulo, além de exposições em Minas Gerais, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul e outras regiões.

Essa composição permite ao fundo atuar em diferentes projetos e estruturas de crédito, embora a concentração por tipo de operação e as características de cada devedor continuem sendo pontos importantes para acompanhar.

Como funcionam as garantias do ALZC11?

O relatório gerencial apresenta diferentes estruturas de garantias para as operações de crédito. Entre elas estão a alienação fiduciária de imóveis, a cessão fiduciária de recebíveis, a alienação fiduciária de estoques e de cotas de sociedades de propósito específico (SPEs), além de avais e fundos de reserva.

Na operação Urbanes II, por exemplo, há aval de pessoas físicas e jurídicas, alienação fiduciária de imóvel, cessão fiduciária de recebíveis, fundo de obras e fundo de reserva equivalente a duas parcelas.

Já na operação MLPar, são utilizadas a alienação fiduciária de imóveis e de quotas de SPE, além da cessão fiduciária de recebíveis e de um fundo de juros.

Na operação Merí Itacimirim, o relatório também aponta alienação fiduciária do terreno e do estoque, além de recebíveis, quotas da SPE e fundos de obras, reserva e despesas.

Portanto, o fundo utiliza imóveis e outros ativos como garantia, mas é importante observar que cada operação possui uma estrutura própria. Nem todos os CRIs contam necessariamente com os mesmos mecanismos de proteção.

Além disso, a existência de garantias não assegura a recuperação integral e imediata dos valores em caso de inadimplência. A recuperação depende da efetividade das garantias, das condições de mercado e, eventualmente, de processos judiciais.

Quanto o ALZC11 está pagando de dividendos?

Em setembro de 2026, o ALZC11 distribuiu R$ 0,09 por cota, o que representou um dividend yield anualizado de 14,6%, conforme o relatório gerencial.

A gestão explicou que a inflação mais baixa de julho reduziu ligeiramente o resultado distribuível da carteira de crédito em setembro. Por esse motivo, manteve a distribuição no piso do guidance.

Para outubro, a expectativa apresentada no relatório era de manutenção do mesmo patamar, considerando também a deflação registrada em agosto. A gestão projetava que os ajustes realizados na carteira poderiam melhorar o carrego das operações e contribuir para distribuições maiores nos meses seguintes.

O relatório também informa que o rendimento de setembro equivalia a um ativo tributado com retorno de 124,9% do CDI, considerando a comparação apresentada pela própria gestão.

É importante destacar que essa projeção não representa garantia de aumento dos rendimentos. Os pagamentos dependem dos resultados das operações, dos índices de inflação e das condições de crédito.

Quais são os riscos do fundo?

Apesar do potencial de retorno das operações de crédito, o ALZC11 está exposto a riscos que precisam ser considerados.

O próprio relatório informa que quatro das 23 operações estavam inadimplentes ou em processo de reestruturação em setembro de 2026. Embora representassem menos de 2% da carteira, esses casos mostram que o risco de crédito está presente.

Além disso, a existência de garantias não assegura recuperação integral dos valores. A execução pode envolver processos judiciais, custos e condições desfavoráveis de mercado.

Outro ponto importante é a estrutura das operações. O fundo trabalha com diferentes níveis de subordinação, e as cotas subordinadas podem apresentar maior potencial de remuneração, mas também estão sujeitas a uma relação de risco e retorno distinta.

Por isso, acompanhar a qualidade dos devedores, as garantias, a inadimplência e a evolução da carteira é fundamental.

Vale a pena acompanhar o ALZC11?

O ALZC11 encerrou setembro de 2026 com patrimônio líquido de R$ 250,5 milhões, 23 operações de crédito e 75% da carteira alocada em CRIs. A quarta emissão ampliou o tamanho do fundo, e, segundo a transcrição do vídeo, os novos recursos já estavam alocados.

Sua estratégia combina operações residenciais de crédito estruturado, taxas de remuneração elevadas e mecanismos de proteção, como subordinação, garantias imobiliárias e pulverização dos recebíveis.

Por outro lado, o fundo também apresenta riscos de crédito e depende do desempenho das operações para manter sua capacidade de distribuição.

Assim, o crescimento do patrimônio e o dividend yield apresentado são pontos relevantes, mas devem ser avaliados em conjunto com a qualidade da carteira, as garantias de cada operação e a evolução dos indicadores de inadimplência.

Este artigo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de compra ou venda de cotas. Rentabilidade passada não garante resultados futuros.

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ACESSO RÁPIDO
    Daniel Campos
    Daniel Campos Especialista em Fundos Imobiliários
    Daniel Campos possui Certificado Profissional Anbima. Investidor em renda variável desde 2016, é parceiro do Funds Explorer desde 2024.

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