O fundo imobiliário KNSC11 reportou resultado líquido de R$ 21,9 milhões em abril de 2026, impulsionado integralmente pelas receitas de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI). As despesas operacionais somaram R$ 1,9 milhão no mês. A gestão anunciou a distribuição de dividendos do KNSC11 de R$ 0,10 por cota, com pagamento programado para 14 de maio de 2026, mantendo a política de repasse alinhada ao desempenho da carteira.
Com base no preço médio de ingresso de R$ 9,19 por cota, o rendimento do KNSC11 corresponde a uma rentabilidade mensal líquida de 1,09% para pessoas físicas. Os dividendos de fundos imobiliários são isentos de Imposto de Renda para investidores pessoa física, o que reforça a atratividade do fluxo distribuído pelo fundo no curto prazo.
Segundo a gestão, o retorno distribuído equivale a 100% da taxa DI do período. Considerando o gross-up de 15% de IR sobre ativos tributáveis, o indicador alcança 117% do CDI, evidenciando desempenho competitivo entre pares de crédito imobiliário. No mercado secundário, o volume negociado atingiu R$ 118,49 milhões em abril, com média diária próxima de R$ 5,92 milhões, sinalizando boa liquidez das cotas do KNSC11.
O fundo imobiliário KNSC11 manteve 98,3% do patrimônio líquido alocado em ativos-alvo, com foco em CRIs e, em menor medida, cotas de FIIs. A alocação incluía 2,5% em LCIs e 9,1% em instrumentos de caixa, preservando liquidez tática para novas oportunidades. Na parcela de crédito, 60,6% dos CRIs estavam atrelados à inflação, com remuneração média marcada a mercado de IPCA + 10,38% ao ano.
Entre os indexadores, havia 37,6% em CRIs vinculados ao CDI, com taxa média de CDI + 3,18% ao ano. O prazo médio consolidado do portfólio era de 5,7 anos, com duration de 2,4 anos, apontando sensibilidade moderada a movimentos de juros. Setorialmente, destacavam-se exposições a escritórios (24,1%), logística (21,3%), residencial pulverizado (21,2%), residencial tradicional (16,9%) e shoppings (11,2%).
Os resultados de abril foram favorecidos pela inflação, que incorporou leituras defasadas do IPCA de fevereiro (0,70%) e março (0,88%). A projeção de 0,67% para abril manteve o cenário positivo para ativos indexados ao IPCA. Na visão por indexadores, 55,2% do portfólio estava ligado ao IPCA, 36,6% ao CDI e 8,3% à Selic, reforçando a estratégia do KNSC11 de exposição diversificada ao crédito imobiliário.