O fundo imobiliário SNEL11 iniciou o ano com avanços operacionais consistentes, refletindo evolução dos projetos em carteira e melhora na liquidez das cotas no mercado secundário. O ambiente setorial também contribuiu, com a normalização do sistema elétrico e recuperação dos reservatórios, criando base favorável para a execução da estratégia do fundo.
O retorno da bandeira verde impulsionou o segmento energético, com alta de 9,6% nos níveis dos reservatórios. Mesmo diante de oscilações recentes, os patamares seguem acima da média histórica, apoiando a performance de SNEL11 e reduzindo pressões sobre custos e previsibilidade de geração.
Entre os principais marcos do período, a usina UFV Itabira entrou em fase de ramp-up comercial após a substituição do inquilino. O ativo encerrou dezembro com 41% de vacância, mas mantém trajetória consistente de ocupação. Além disso, o fundo recebeu cerca de 47% dos valores referentes à multa de rescisão, reforçando o caixa para suportar a transição de contratos.
Em São Bento Abade, a operação começou a gerar receitas ao atingir 29% do consumo contratado, demonstrando evolução no ramp-up técnico com desempenho próximo ao projetado. Como palavras-chave secundárias, destacam-se a melhora na “liquidez no mercado secundário” e a “ocupação comercial”, ambas refletidas nos indicadores operacionais e financeiros do período.
Expansão operacional e ocupação em aceleração
A carteira segue em maturação, com projetos em diferentes estágios de desenvolvimento. No portfólio operado pela NUV Energia, a ocupação comercial ponderada alcançou aproximadamente 26%. Entre os destaques, os ativos Mundo Melhor e São Bento Abade aproximaram-se de 30% de ocupação, enquanto Catena e Malbec, ainda em fase inicial de comercialização, apresentam evolução gradual na alocação de clientes.
A estratégia da gestão prioriza acelerar a ocupação para ampliar a geração de caixa nos próximos meses. O resultado distribuível consolidado somou cerca de R$ 12 milhões em janeiro, apoiado pelo ramp-up dos ativos e pelo recebimento parcial de multas contratuais.
Liquidez em alta e guidance de rendimentos
A liquidez no mercado secundário avançou de forma relevante, com volume negociado superior a R$ 45,1 milhões no mês e média diária acima de R$ 2,1 milhões. O retorno total atingiu 1,75%, superando CDI e IPCA, enquanto a distribuição foi de R$ 0,10 por cota, equivalente a dividend yield anualizado de aproximadamente 14,88%. Para o primeiro semestre de 2026, a gestão projeta rendimentos entre R$ 0,10 e R$ 0,11 por cota, condicionados ao progresso dos projetos em ramp-up, reajustes tarifários e entrada de novos ativos em operação, reforçando a trajetória de SNEL11.