O fundo de investimento imobiliário KNSC11 reportou resultado de R$ 16,2 milhões em fevereiro, alta de 60,4% frente aos R$ 10,1 milhões de janeiro. A distribuição foi de R$ 0,08 por cota, o que representa rentabilidade de 0,87% sobre a cota média de ingresso de R$ 9,19, mantendo o foco em geração de caixa recorrente e previsível para os cotistas.
O principal motor do desempenho foi a carteira de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), que somou R$ 16,7 milhões ao resultado do mês. Em complemento, houve contribuição de R$ 400 mil das Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e de R$ 800 mil dos instrumentos de caixa, enquanto as despesas totalizaram R$ 1,7 milhão, preservando margem operacional atrativa para o período.
Para investidores pessoas físicas, os rendimentos do KNSC11 seguem isentos de Imposto de Renda. Considerando a cota média de ingresso, o retorno equivale a 87% da taxa DI no mês, ou 103% do CDI quando ajustado pelo gross-up a uma alíquota de 15%, evidenciando eficiência tributária do veículo.
A gestão ressalta o impacto dos vetores macroeconômicos na precificação e no carrego da carteira. Os CRIs indexados à inflação possuem defasagem de cerca de dois meses na captura do IPCA, o que influencia a dinâmica de repasse aos rendimentos e exige acompanhamento atento do comportamento inflacionário no curto prazo.
Em fevereiro, os resultados refletiram as variações do IPCA de dezembro e janeiro, ambas de 0,33%. Esse patamar contido de inflação reduziu a parcela de geração de caixa ligada aos títulos indexados, arrefecendo parcialmente o potencial de distribuição do fundo no mês observado.
Por outro lado, os CRIs pós-fixados ao CDI foram beneficiados pelo nível ainda elevado da Selic, amortecendo o efeito negativo da inflação baixa. Esse impulso foi moderado pelo menor número de dias úteis em fevereiro, limitando o carregamento completo dos ativos e o impacto positivo total sobre a distribuição.
Composição da carteira e alocação em fevereiro
Ao final do mês, o fundo imobiliário KNSC11 apresentava alocação de 100,3% do patrimônio em ativos-alvo, além de 2,4% em LCI e 7,3% em caixa. Entre os CRIs, 62,1% estavam atrelados ao IPCA, com taxa média marcada a mercado de IPCA + 10,10% ao ano e duration aproximada de 7,1 anos. Já 38,1% do patrimônio do FII KNSC11 estava indexado ao CDI, com remuneração média de CDI + 3,14% ao ano e prazo médio de 3,8 anos, reforçando a estratégia de diversificação entre indexadores.
Essa combinação busca equilibrar proteção contra a inflação e captura dos movimentos da taxa básica de juros. Os dividendos do KNSC11 refletem essa arquitetura: variam conforme o comportamento dos indicadores e a defasagem de indexação, preservando a resiliência da distribuição ao longo dos ciclos.